A carteira de autogestão MetaMask revelou nesta quinta-feira (29) que a blockchain Stellar agora integra o rol de redes disponíveis por padrão em seu aplicativo para dispositivos móveis e na extensão destinada a navegadores de internet. O anúncio foi feito em conjunto com a Stellar Development Foundation durante a conferência Meridian, realizada em Lisboa, e a funcionalidade já pode ser utilizada sem procedimentos adicionais de configuração.
A parceria torna a MetaMask a primeira grande carteira de autogestão do mercado a oferecer suporte nativo de fábrica para o ecossistema Stellar. Até então, usuários que pretendiam operar nessa rede precisavam instalar um aplicativo separado. Com a atualização, o acesso passa a derivar da mesma frase secreta de recuperação já employed pelo titular da conta.
A novidade permite aos usuários guardar, enviar e receber a criptomoeda XLM, além de ativos baseados em linhas de confiança e tokens do padrão Soroban, tudo isso lado a lado com moedas de outras blockchains. Investidores também ganham a possibilidade de importar chaves de carteiras externas e realizar trocas diretas entre a Stellar e as demais redes suportadas pela ferramenta.
Em operação desde 2014 como infraestrutura pública de pagamentos, a Stellar conclui transações em aproximadamente cinco segundos, com custos que representam uma fração mínima do centavo de dólar. Dados da fundação responsável pelo projeto indicam que o protocolo movimentou 55,6 bilhões de dólares em volume de pagamentos durante 2025, o que corresponde a um crescimento anual de 52 por cento.
Essas operações englobam desde atividades comerciais e programas governamentais até o setor de remessas internacionais de dinheiro. Pesquisas do Banco Mundial citadas no comunicado revelam que o custo médio global para enviar 200 dólares a outro país alcança 6,36 por cento, valor que supera em mais do dobro a meta de 3 por cento estabelecida nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas.
Para a MetaMask, a aliança representa mais um movimento estratégico na expansão da carteira para além das redes baseadas na máquina virtual do Ethereum. A inclusão busca democratizar o acesso a uma infraestrutura que já processa bilhões de dólares em transações do mundo real, abrangendo remessas, comércio e programas governamentais.
Fonte: Livecoins