A Fórmula 1 enfim tem um novo campeão mundial dos pilotos. Kimi Antonelli, que completou apenas vinte anos há poucos meses, garantiu seu primeiro título da categoria neste fim de semana durante o Grande Prêmio da Cidade do México. Com essa conquista, o jovem piloto se tornou o campeão mais jovem da história do automobilismo mundial, marcando um momento histórico para o esporte.
A corrida, porém, foi marcada por inúmeras controvérsias e decisões questionáveis. A equipe Ferrari, que tinha tudo para sair com a vitória, voltou a cometer erros estratégicos e acabou entregando o triunfo para a rival Red Bull. A situação evidenciou mais uma vez as dificuldades que a escuderia italiana enfrenta em momentos decisivos da temporada.
Nas posições inferiores do grid, o caos também imperou. A Haas realizó uma mudança de último momento em sua formação de pilotos. A Aston Martin viu seus dois carros abandonarem a prova de forma simultânea. Já a Cadillac Racing enfrentou problemas mecânicos drásticos, com rodas literalmente se soltando dos monopostos durante a competição.
O Autódromo Hermanos Rodríguez apresenta desafios únicos aos competidores. Com uma altitude de dois mil e duzentos e quarenta metros acima do nível do mar, a pista mexicana provoca efeitos significativos no desempenho dos veículos. As asas aerodinâmicas, que geram grande carga descendente em circuitos como Mônaco, produzem níveis de pressão semelhantes aos de Monza, pista conhecida por sua configuração de baixa eficiência aerodinâmica.
O ar rarefeito também prejudica a capacidade de refrigeração dos motores e reduz a potência disponível, uma vez que há menos oxigênio disponível para a combustão. A superfície do circuito é predominantemente plana, com baixa aderência e uma sequência de curvas de média e baixa velocidade. O percurso inclui uma passagem pelo Estadio Azul, construído na década de noventa, além de uma longa reta de aceleração da linha de largada até a primeira curva.
Fonte: Ars Technica