A Apple finalmente trouxe sua tecnologia de tela OLED para o MacBook Pro, e o resultado é nada menos que extraordinário. Durante dias, utilizei o novo notebook da gigante de Cupertino e posso afirmar: esta é, sem sombra de dúvida, a melhor tela já vista em um laptop. O brilho, as cores e a profundidade dos pretos simplesmente não têm comparação no mercado.
A mudança mais aguardada finalmente aconteceu: o polêmico entalhe na tela foi substituído por um pequeno furo para a câmera frontal. Para quem, como eu, sempre considerou aquele corte um estorvo visual desde sua introdução, esta é a alteração mais significativa em anos. O novo design ainda traz de volta a icônica maçã iluminada na tampa — um símbolo de status que agora combina com o brilho da tela.
O modelo de 16 polegadas que testei pesa apenas 1,8 quilo, mais de 200 gramas mais leve que o equivalente sem OLED. Essa redução no peso torna o transporte do aparelho muito mais confortável, apesar de suas dimensões generosas. A Apple conseguiu esse feito graças às camadas mais finas e leves da tecnologia OLED.
Falando em tela, o display PROLED XDR deste notebook alcança impressionantes mil nits em conteúdo cotidiano. Mas é em situações específicas que a brightness impressiona ainda mais: sob luz intensa ou em ambientes externos, o sensor de luz ambiente pode elevar esse número para dois mil nits. Nos meus testes com conteúdo HDR, o máximo que consegui foi 1.849 nits — ainda assim, números que rivalizam com as melhores televisões OLED disponíveis.
A experiência sonora também recebeu atenção especial. O sistema de seis alto-falantes promete graves 50% mais profundos, e a diferença é perceptível quando comparada lado a lado com a geração anterior. A Apple já dominava o mercado de áudio em notebooks, e agora essa liderança ficou ainda mais consolidada.
Sobre a tela touchscreen, devo ser honesto: durante meu trabalho intenso, simplesmente esqueci que ela existia. A ergonomia de laptops touch sempre foi questionável, e a implementação da Apple, apesar de algumas otimizações interessantes no sistema operacional, não muda essa realidade. Os controles de janela que "saltam" ao tocar e os menus mais espaçados são toques legais, mas não transformam a experiência.
Uma observação importante: o OLED MacBook Pro mantém os mesmos processadores M5 Pro e M5 Max da geração anterior — a primeira vez que a Apple não lança um novo chip junto com um novo modelo desde a transição para Apple Silicon. A empresa afirma ter redesenhado completamente o interior do aparelho para suportar o novo display, buscando apenas manter o mesmo desempenho dos modelos anteriores.
Quanto aos preços, prepare o bolso. O modelo de 14 polegadas parte de 2.899 dólares, enquanto o de 16 polegadas começa em 3.399 dólares. A configuração que testei, com processador M5 Max de 18 núcleos, 128 gigabytes de memória unificada e dois terabytes de armazenamento, custou nada menos que 7.399 dólares. Sim, você leu corretamente.
Se você já possui um MacBook Pro com chip M5, a atualização para o modelo OLED é difícil de justificar, a menos que o uso profissional de conteúdo HDR seja essencial. Para quem vem de gerações anteriores, a decisão entre o modelo OLED e o tradicional com tecnologia Mini-LED exige reflexão cuidadosa.
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