Um analista de sistemas ingressou com ação judicial contra o jornal Metrópoles após ser vítima de um golpe financeiro que resultou em prejuízo de aproximadamente R$ 500 mil. A fraude estava relacionada a uma suposta plataforma de mineração de bitcoin em nuvem, que prometia retornos expressivos aos investidores. O caso tramita na Quarta Vara Cível de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, desde abril de 2026, e vem sendo acompanhado pela equipe de notícias do Livecoins.
Detalhes da ação judicial
Na petição inicial, a vítima solicita a devolução de R$ 494 mil da plataforma que, atualmente, não possui mais disponibilidade na internet. O autor da ação incluiu duas corretoras de criptomoedas brasileiras no processo judicial, visando possível bloqueio dos fundos roubados e identificação dos responsáveis pelo esquema fraudulento. O Jornal Metrópoles, junto aos demais accusados, aguarda a citação oficial para apresentar suas defesas nos autos.
Como funcionava a armadilha
A fraude foi propagada por meio de um texto publicitário veiculado pelo portal de notícias no formato de conteúdo especial. O material abordava a eleição de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos e associava o evento a supostas oportunidades no mercado de bitcoin. A peça publicitária apresentava a falsa trajetória de um motorista de caminhão norte-americano que teria enriquecido através de uma plataforma denominada CryptoKeying.
Promessas de lucros absurdos
O conteúdo enganoso prometia ganhos de até US$ 1 mil por dia através do aluguel de poder computacional para mineração de bitcoin. Os golpeiros seduziam novos usuários com a ideia de renda passiva e lucros garantidos sem esforço. Além disso, ofereciam prêmios de cadastro e bônus para quem conseguisse indicar novos integrantes ao sistema. Tratava-se de uma prática comum em golpes antigos difundidos pela internet, agora adaptada ao universo das criptomoedas.
Decisão sobre benefício da justiça gratuita
O analista de sistemas solicitou o benefício da justiça gratuita para_isentar-se do pagamento das taxas judiciais. O juiz relator do Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul (TJMS) negou o pedido no último domingo (7). A decisão levou em consideração a renda mensal do profissional, que recebe um vencimento bruto de R$ 13 mil em uma grande empresa de desenvolvimento de programas de computador. Conforme o magistrado, a remuneração apresentada afasta a condição de pobreza exigida pela legislação brasileira para concessão do benefício.
Com a negativa, a continuidade da ação judicial depende agora do depósito das custas processuais iniciais por parte da vítima do esquema fraudulento. O caso serve como alerta sobre os riscos de confiar em promessas irreais de lucro, especialmente quando divulgadas por veículos de comunicação com grande audiência e credibilidade junto ao público.
Fonte: https://livecoins.com.br
