Os óculos inteligentes da Meta equipados com câmeras causaram controvérsia entre parte dos consumidores, que enxergam o dispositivo como um símbolo de vigilância invasiva. A polêmica chegou a ponto de o produto ser apelidado de "óculos de voyeur" por usuários descontentes com a presença dos sensores visuais. A empresa reconheceu o problema e decidiu criar uma versão alternativa que remove completamente o equipamento de gravação.
Segundo informações publicadas pelo site The Information, a gigante da tecnologia trabalha em um novo modelo batizado de Luna. O dispositivo não possuirá câmeras, mas trará um sistema integrado de comunicação com o assistente virtual de inteligência artificial da empresa, além de incluir o agente de consumo chamado Muse. O óculos contará com seis microfones embutidos para facilitar a interação por voz e um botão lateral que, ao ser pressionado, ativa o sistema de inteligência artificial.
A indústria de óculos inteligentes tem registrado crescimento nos últimos anos, com a Meta figurando entre as principais empresas do setor. Apesar do avanço, preocupações com usabilidade, custos e questões de privacidade continuam afetando o mercado, deixando muitos consumidores indecisos sobre a real utilidade desses dispositivos. O Reality Labs, divisão responsável pelo desenvolvimento dos óculos inteligentes da Meta, segue registrando prejuízos expressivos, conforme revelou o relatório financeiro da empresa referente a abril.
Fonte: TechCrunch