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Banco Central do Japão eleva juros ao maior patamar em três décadas e mercados acompanham decisão do Fed nesta semana

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Fed deve manter taxa de juros nos níveis atuais na reunião desta quarta-feira (17). Fonte: Polymarket. — Fonte: Livecoins
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O Banco Central do Japão (BoJ) anunciou nesta segunda-feira uma elevação na taxa de juros, levando-a a 1%, o nível mais elevado registrado desde 1995. A decisão foi fundamentada na inflação de 2%, diretamente associada à alta do preço do petróleo e à demanda global impulsionada pela inteligência artificial. Na semana anterior, o Banco Central Europeu (BCE) também promoveu um aumento nas taxas de juros, marcando o primeiro ajuste desde 2023.

Os bancos centrais ao redor do mundo têm utilizado o aumento das taxas de juros como estratégia para conter a inflationary. O Banco Central do Japão abandonou o regime de taxas de juros negativas entre 2016 e 2024, passando a elevá-las progressivamente desde então. Na decisão publicada nesta segunda-feira, o BoJ elevou os juros para 1%, alcançando o patamar mais alto em 31 anos.

Atualmente, a inflation japonesa encontra-se na faixa dos 2%. Segundo comunicado oficial, "o repasse de preços decorrente da alta do petróleo bruto vem avançando a um ritmo relativamente rápido nas transações entre empresas, o que pode se disseminar para um aumento dos preços ao consumidor em uma ampla gama de itens. Diante disso, considerando também que as expectativas de inflation de médio e longo prazos continuaram a subir, há o risco de a inflation subjacente do IPC se desviar para cima, para um nível acima da meta de estabilidade de preços de 2%".

Além de monitorar os conflitos no Oriente Médio, o BoJ destaca que os lucros corporativos têm se mantido elevados gracias à demanda global relacionada à inteligência artificial, porém expressa preocupação com uma possível desaceleração do crescimento econômico no país.

Na Europa, o Banco Central Europeu já havia aumentado a sua taxa de juros na última quinta-feira, também priorizando o controle da inflation devido à disparada do petróleo. Esse aumento de 0,25% representou o primeiro ajuste feito pelo BCE desde 2023. O comunicado do BCE afirmou que "as implicações completas da guerra para a inflation e o crescimento no médio prazo dependerão da intensidade e da duração do choque nos preços de energia, bem como da magnitude de seus efeitos indiretos e de segunda rodada".

Por fim, o mercado agora aguarda pela reunião do Federal Reserve nesta quarta-feira, que marcará a estreia de Kevin Warsh como novo presidente do banco central americano. Dados da plataforma Polymarket indicam que a expectativa é de que os juros sejam mantidos nos níveis atuais. No entanto, as porcentagens sobre a manutenção dos níveis atuais caem nas apostas sobre reuniões futuras, sendo 94% para julho e 69% para setembro.

Em resumo, taxas de juros mais elevadas tendem a frear a atividade econômica, proporcionar melhores rendimentos em títulos públicos, fortalecer as moedas dos governos e, consequentemente, diminuir a demanda por ativos de risco como o Bitcoin. Apesar do aumento nas taxas de juros pelos bancos centrais do Japão e da Europa, o Bitcoin é negociado na faixa dos 65.600 dólares nesta terça-feira, em alta de 7,2% nos últimos sete dias.

O acordo entre Estados Unidos e Irã, seguido pela reabertura do Estreito de Ormuz e a queda do preço do petróleo, demonstra que os investidores estão montando posições pensando no médio e longo prazo, já antecipando uma redução na inflation e na pressão exercida pelos bancos centrais das maiores economias mundiais.

Fonte: Livecoins

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