Mesmo sendo responsável por algumas das narrativas mais marcantes da história dos videogames, Dan Houser não vê a história como o principal atrativo dos jogos da Rockstar Games. Em participação no Tribeca Film Festival, em Nova York, o ex-diretor criativo da empresa revelou uma filosofia surpreendente sobre o que realmente torna os jogos divertidos.
"Se alguém gostou do jogo, ótimo. Se você não consegue terminar a história, mas adorou o jogo por outros motivos, tudo bem. Claro que eu gostaria que você terminasse a história porque investi muito tempo nela. Mas, se você se divertiu, isso já é suficiente", afirmou o desenvolvedor durante o painel.
Houser enfatizou que os mundos abertos da franquia sempre foram projetados para oferecer liberdade aos jogadores. Embora a equipe incentive o público a acompanhar a narrativa, a experiência vai muito além das missões principais. "A essência de um jogo de mundo aberto é que oferecemos orientações. Queremos que você experimente a história. Desde GTA 3, nosso objetivo sempre foi fazer com que mais pessoas chegassem ao final da campanha. Mas, no fim das contas, depende do jogador. As pessoas gostam de estar naquele mundo, fazer bagunça, experimentar coisas e interagir com os sistemas", explicou.
O veterano desenvolvedor foi além e afirmou que a parte mais divertida dos jogos não está nas histórias elaboradas, mas sim nos sistemas criados pela equipe. "O mais divertido sempre será estar naquele mundo e ver o que acontece quando você pula de um prédio, soca alguém, dirige um carro ou interage com qualquer elemento do cenário. Isso sempre terá uma qualidade quase mágica. Em certo sentido, a história é apenas a cereja do bolo", declarou.
Após deixar a Rockstar em 2020, Houser fundou a Absurd Ventures, estúdio que atualmente trabalha em um universo transmídia próprio e em um novo projeto AAA de mundo aberto. No entanto, sua filosofia parece continuar presente nos projetos da empresa, como Grand Theft Auto 6, que teve sua arte de capa revelada recentemente.
Fonte: IGN Brasil
