O Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciou nesta segunda-feira a apreensão de mais de mil domínios que transmitiam partidas da Copa do Mundo da FIFA de forma ilegal. A ação, batizada de Operação Offsides, foi realizada para cumprimento da legislação de direitos autorais norte-americana.
Além de combater a pirataria, as autoridades alertaram os espectadores sobre os riscos de segurança associados a esses serviços ilegais. Segundo Matthew Millhollin, diretor executivo adjunto do HSI (Homeland Security Investigations), os criminosos por trás dessas plataformas não autorizadas podem estar planejando instalar programas maliciosos ou roubar informações de pagamento dos usuários.
A Copa do Mundo de 2026, realizada nos Estados Unidos, México e Canadá, foi considerada a maior da história em diversas métricas, incluindo número de Seleções participantes, partidas disputadas e público presente nos estádios. Mesmo assim, as autoridades tiveram que trabalhar para combater os serviços ilegais de streaming.
No Brasil, 309 sites de streaming pirata foram apreendidos. A operação contou com a participação de diversos países latino-americanos, em coordenação com o International Computer Hacking and Intellectual Property (ICHIP). A Colômbia liderou o ranking com 1.140 domínios derrubados, seguida pela República Dominicana com 256, Equador com 223, Peru com 28 e Argentina com 14.
As autoridades colombianas também realizaron 13 operações nacionais de busca e apreensão contra a fabricação e distribuição de roupas esportivas falsificadas, resultando em 11 prisões e condenações. O grupo investigado acessava sistemas de comunicação de forma ilegal desde 2024, utilizando credenciais fraudulentas, redes VPN, interceptação de códigos de segurança e manipulação de perfis em sistemas corporativos.
A CCIPS (Centro de Coordenação de Propriedade Intelectual e Cibercrime) conseguiu condenar mais de 180 pessoas ligadas à pirataria desde 2020, e as decisões judiciais determinam a devolução de mais de 350 milhões de dólares para as vítimas.
Fonte: Livecoins
