A computação quântica enfrenta diversos obstáculos antes de se tornar prática e utilizável. Entre os desafios mais evidentes estão a necessidade de fabricar qubits de hardware com qualidade suficiente para serem interconectados forming qubits lógicos com correção de erros, além de descobrir como gerar os estados necessários para realizar computação universal nesses qubits lógicos. Porém, existem dezenas de problemas menores que também precisarão ser resolvidos antes que possamos executar cálculos quânticos úteis.
Um desses desafios, que afeta apenas alguns tipos de hardware, é o processo de calibração. No caso de dispositivos fabricados, como qubits supercondutores, sempre existem variações sutis entre qubits individuais. Isso não ocorre quando usamos átomos para armazenar o qubit, mas os lasers que os controlam podem derivar ao longo do tempo. Por essa razão, esse hardware passa por um processo chamado calibração, no qual testamos diferentes frequências e amplitudes dos pulsos de micro-ondas que os controlam para encontrar a combinação que produz as menores taxas de erro, e então salvamos essas configurações para uso nos cálculos.
No entanto, não é possível realizar o processo típico de calibração enquanto estamos executando cálculos, o que significa que a deriva se torna um problema para algoritmos longos e complexos. A Google descobriu, entretanto, que é possível realizar a calibração usando os mesmos dados que são utilizados para a correção de erros.
Fonte: Ars Technica
