O Departamento de Justiça dos EUA anunciou nesta quinta-feira (11) a prisão de dois suspeitos internacionais acusação de lavagem de dinheiro envolvendo Bitcoin. Ruslan Igorevich Tkachuk, de 37 anos, e Alexander Vladimirovich Ledenev, de 25 anos, são acusação de terem lavado mais de US$ 389 milhões em Bitcoin através de um mixer de criptomoedas chamado AudiA6. A operação marcou a derrubada da plataforma e representou um golpe significativo contra infraestrutura de lavagem de dinheiro digital.
A operação internasional
Os suspeitos foram presos em Batumi, cidade costeira da Geórgia com aproximadamente 250 mil habitantes, onde residiam. Embora sejam de nacionalidade russa, a dupla operava o mixer de dentro do território georgiano. O procurador americano David Metcalf anunciou as prisões, e os EUA trabalham agora para a extradição dos acusada. A ação contou com uma cooperação sem precedentes entre agências de diferentes países.
Coordenação global contra o crime financeiro
Uma derrubada internacional coordenada do AudiA6 e de sua infraestrutura foi realizada em conjunto com as prisões. A operação resultou de investigações paralelas do Serviço Secreto dos Estados Unidos, da Divisão de Investigação Criminal da Receita Federal (IRS-CI), da Europol, da Eurojust e de outros parceiros internacionais, incluindo Austrália, Canadá, França, Geórgia, Alemanha, Islândia, Japão, Polônia, Suíça e Reino Unido. Os servidores da plataforma estavam localizados nos EUA, Islândia, Alemanha e França.
O mixer AudiA6 e sua queda
Os sites na web convencional e na dark web do serviço AudiA6, assim como o fórum de cibercrime Dark2Web — um dos locais onde o mixer anunciava seus serviços — foram substituídos por banners de apreensão das autoridades. Uma quantia não revelada em criptomoedas foi apreendida durante a operação. Segundo análise on-chain, o serviço recebeu aproximadamente 10.333 bitcoins (equivalentes a US$ 389 milhões) em seus endereços entre 2021 e o momento em que foi fechado.
Conexão com golpes anteriores
Em abril deste ano, o mixer virou destaque após o investigador ZachXBT revelar quegolpistas responsáveis por uma falsa carteira de criptomoedas encontrada na loja de aplicativos da Apple utilizaram o AudiA6 para lavar US$ 9,5 milhões provenientes desse golpe. A conexão demostrou como o mixer era utilizado por criminosos para obfuscarse o rastro de transações ilegais.
O papel dos mixers no crime digital
Cerca de 393 bitcoins foram vinculados a mercados da dark web, organizações de ransomware e outras fontes ilícitas. Embora mixers de criptomoedas não sejam ilegais em si, autoridades americanas e de outros países têmderrubado diversas plataformas do tipo, uma vez que são frequentemente utilizadas por criminosos para quebrar o rastro de transações e dificultar o rastreamento de recursos obtidos illegalmente.
Precedentes de ações contra mixers
Em 2022, os EUA sancionaram o mixer Blender. No ano seguinte, as autoridades derrubaram o ChipMixer. Mais recentemente, a Europol fechou o Cryptomixer, confiscando 25 milhões de euros em Bitcoin. Essas ações demonstram uma тенденция global de combate a serviços que, apesar de serem tecnicamente legais, servem como infraestrutura para crimes financeiros.
Consequências legais e desfecho
Os dois acusada podem enfrentar uma pena máxima de 20 anos de prisão pelas acusações de lavagem de dinheiro. A operação representa um marco na cooperação internacional contra crimes financeiros envolvendo criptomonedas, demonstrando que as autoridades estão cada vez mais capacitadas para rastrear e desmantelar redes de lavagem de dinheiro que operam internacionalmente.
Fonte: https://livecoins.com.br
