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Ex-pesquisador da Ethereum propõe nova organização de US$ 1 bilhão para ‘salvar’ a rede

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A Fundação Ethereum enfrenta uma nova onda de críticas após um de seus mais proeminentes ex-membros sugerir a criação de uma organização alternativa com financiamento de US$ 1 bilhão. Dankrad Feist, que atuava como pesquisador sênior da fundação até o ano passado, apresentou a proposta nesta quinta-feira em meio a um cenário de demissões e crescente questionamento sobre a direção estratégica da entidade.

A proposta de uma nova estrutura

Feist defendeu que a comunidade Ethereum construa uma organização economicamente alinhada com a rede e accountable ao ecossistema. Segundo ele, a nova entidade necessitaria de pelo menos US$ 1 bilhão em financiamento, advindo de uma parcela significativa das taxas de staking de ETH. O ex-pesquisador强调了 a necessidade de um conselho composto por pessoas que "queiram que o ETH suba" e de um líder "competente e que queira lutar".

A crise financeira da Fundação Ethereum

Um dos pontos centrais da crítica de Feist é a situação patrimonial da Fundação. De acordo com seus dados, a entidade atualmente detém menos de 0,1% de todo o ETH em circulação. Além disso, segundo o ex-pesquisador, não há fluxo de staking ou receita de taxas direcionado à organização, o que limita significativamente sua capacidade de investimento e desenvolvimento contínuo.

O tensionamento com a visão de Vitalik Buterin

Nos últimos meses, Vitalik Buterin, conteúdor do Ethereum, tem enfrentado dificuldades para удовлетвори os membros da comunidade que se preocupam que a Fundação esteja mais concentrada em idealismo e melhorias tecnológicas do que em economia e crescimento de mercado. O cenário de tensão ficou evidenciado quando, no ano passado, o própriocofundador reconheceu que a organização precisava passar por "grandes mudanças".

O mandato controverso

Quando a Fundação finalmente lançou seu novo mandato em março, o documento surpreendeu pela abordagem. Além de conter linguagem e imagens vagamente sexuais, incluindo referências à polêmica coleção NFT Miladys, o texto enfatizava repetidamente a falta de desejo da organização em se fixar no aumento do preço do ETH. "Nosso objetivo final não é o lucro, nem o crescimento organizacional, nem a adoção cega a todo custo", afirmava o documento. Outra seçãoDeclarava categoricamente: "NÃO somos uma agência de marketing. NÃO somos um cassino. NÃO somos oportunistas".

A debandada de líderes

Desde a implementação do novo mandato, múltiplos membros da liderança da Fundação Ethereum apresentaram suas demissões — incluindo dois nesta semana. Embora nenhum desses desenvolvedores tenha feito referência direta à visão de Buterin ou ao novo mandato, as saídas alimentaram ainda mais as dúvidas sobre a capacidade da organização atual de liderar o ecossistema. Os comentários de Feist representam as críticas mais diretas feitas à entidade por alguém que, até recentemente, era um motor fundamental de seu trabalho.

O contexto da saída de Feist

No outono passado, Dankrad Feist deixou a Fundação Ethereum para integrar a equipe da Stripe, gigante de pagamentos norte-americana, onde desenvolve a Tempo, uma blockchain privada. Na época, comentaristas do setor de criptomoedas compararam a mudança de carreira à ideia da ativista ambiental Greta Thunberg aceitando um cargo na British Petroleum, destacando o contraste entre a proposta descentralizada do Ethereum e o ambiente corporativo tradicional.

O desempenho mercado do ETH

Apesar de sua posição consolidada como o segundo ativo mais valioso do mercado de criptomoedas, atrás apenas do Bitcoin, o ETH tem enfrentado dificuldades para registrar ganhos significativos nos últimos anos. A moeda digital ainda não conseguiu ultrapassar a marca dos US$ 5.000, tendo chegado perto desse patamar no último verão bore norte-americano, mas desde então registra uma queda de aproximadamente 57%, negociando acima de US$ 2.100.

Perspectivas futuras

A proposta de Feist surge em um momento crítico para o ecossistema Ethereum, que busca redefinir sua estratégia em um mercado cada vez mais competitivo. A comunidade agora debate se uma nova estrutura organizacional seria capaz de impulsionar o desenvolvimento e a adoção da rede, ou se a Fundação Ethereum conseguirá se reinventar para atender às expectativas crescentes de investidores e desenvolvedores. O Decrypt entrou em contato com Feist para esclarecer se ele se referia a algum líder específico e atualizará a matéria caso receba uma resposta.

Fonte: https://portaldobitcoin.uol.com.br

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