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Presidente do Banco Central Europeu garante que euro digital será complementar ao dinheiro físico

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Euro digital — Fonte: Livecoins
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Christine Lagarde, autoridade máxima do Banco Central Europeu (BCE), esclareceu que a moeda digital europeia não foi concebida para substituir as cédulas e moedas em circulação, mas sim para atuar como uma alternativa adicional aos meios de pagamento tradicionais. Em outubro de 2025, a instituição financeira revelou os nomes das empresas selecionadas para desenvolver o projeto piloto da moeda digital, com um investimento total que pode atingir até 1,2 bilhão de euros.

Durante uma entrevista concedida ao canal Euro News nesta quinta-feira, a presidente do BCE respondeu às preocupações de que o euro digital poderia diminishinguir a importância do dinheiro físico na economia europeia e representar uma ameaça à privacidade dos cidadãos. "O dinheiro em espécie e o euro digital terão curso legal, o que significa que ninguém na Europa poderá recusar as cédulas", enfatizou Lagarge.

Acerca das cédulas físicas, a dirigente revelou que o BCE trabalha em um novo projeto para atualizar o design e a aparência do dinheiro, embora tenha garantido que a moeda física não desaparecerá. "Ela será renovada", completou.

Além da expansão das stablecoins atreladas ao dólar americano, que correspondem a 99% do mercado, outra preocupação majeure do bloco europeu refere-se à dependência de infraestrutura estrangeira para processar pagamentos. Segundo dados apresentados por Lagarde, aproximadamente 60% das transações são realizadas por meio de sistemas de capital externo. "Dependemos predominantemente de redes dos Estados Unidos e, em alguns casos, da China para organizar os pagamentos. Precisamos de uma solução europeia porque queremos ser soberanos em nossa própria casa", argumentou.

Paralelamente ao desenvolvimento do euro digital, a União Europeia avança na regulamentação do mercado de criptomoedas. O exemplo mais recente foi a saída da Binance e de outras empresas do bloco após a entrada em vigor do regulamento MiCA, que estabelece regras para ativos digitais. Por outro lado, usuários criticam a diretiva DAC8, que obriga as plataformas de criptomoedas a coletarem e compartilharem dados dos clientes com as autoridades fiscais. Os detractores apontam que nem mesmo bancos tradicionais são submetidos a esse nível de detalhamento, que inclui nome, endereço, histórico de transações e outras informações sem relação direta com obrigações tributárias.

Os dados coletados serão compartilhados entre todos os países membros da União Europeia. Uma das justificativas apontadas pelos críticos é o crescente número de ataques denominados "chave-inglesa" na Europa, especialmente na França nos últimos anos. A tendência é que as moedas digitais emitidas por bancos centrais se tornem a opção padrão, enquanto as criptomoedas enfrentam pressão regulatória crescente.

Fonte: Livecoins

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