As autoridades federais norte-americanas prenderam nesta terça-feira um jovem de 21 anos residente na Flórida, suspeito de envolvimento em um esquema sofisticado de roubo de criptomoedas. Zyaire Wilkins, que também é estudante, foi acusado de publicar jogos eletrônicos falsos contendo malware na plataforma Steam, uma das mais populares para jogos de computador.
De acordo com a denúncia criminal apresentada na quarta-feira, Wilkins e seus cúmplices criaram jogos que pareciam legítimos, permitindo que as vítimas instalassem e jogassem normalmente. No entanto, os programas continham códigos maliciosos projetados para infectar os computadores, roubar senhas e dados pessoais, e esvaziar as carteiras digitais de criptomoedas. Os jogos maliciosos foram identificados como BlockBlasters, Dashverse, Lampy, Lunara e PirateFi.
A investigação do FBI revelou que o grupo conseguiu infectar aproximadamente 8 mil vítimas e invadir cerca de 80 carteiras de criptomoedas, roubando pelo menos 220 mil dólares em ativos digitais. A comercialização dos jogos era feita através das plataformas Discord, LinkedIn e Telegram, segundo as autoridades.
Em março deste ano, o FBI havia anunciado que investigava um hacker suspeito de usar jogos com malware publicados na Steam para atacar vítimas. Na ocasião, o bureau pediu que pessoas que tivessem baixado os jogos maliciosos se apresentassem para colaborar com as investigações.
A empresa Valve, criadora da Steam, removeu diversos jogos da plataforma após a descoberta do malware, incluindo o título PirateFi. Os investigadores identificaram uma conta específica de criptomoedas envolvida no esquema e rastrearam pagamentos realizados para compra de cartões-presente, incluindo da UberEats.
Após solicitar informações à Uber, as autoridades descobriram que os cartões-presente estavam vinculados a uma conta que realizava entregas para Wilkins, que usava o apelido Sibel.eth online. Com um mandato de busca, agentes federais apreenderam um MacBook, telefones celulares, outros dispositivos e carteiras digitais na residência do suspeito. Segundo o relato das autoridades, Wilkins se recusou a falar ou responder qualquer pergunta. O advogado do jovem não respondeu aos pedidos de comentário.
Fonte: TechCrunch
