A empresa de infraestrutura digital Fermi América celebrou um acordo de locação vinculativo com a provedora de inteligência artificial TensorWave, garantindo até 650 megawatts de capacidade em seu ambicioso projeto Matador, localizado no estado do Texas.
O contrato contempla uma capacidade inicial de 222 megawatts, com previsão de operação para a segunda metade de 2027. Além disso, o acordo inclui direitos de expansão para dois data centers adicionais que, juntos, alcançarão o total de 650 megawatts. Uma vez finalizado, o complexo deverá receber "dezenas de milhares" de processadores gráficos AMD Instinct de última geração, destinados a cargas de trabalho de treinamento e inferência de modelos de inteligência artificial.
Segundo a Fermi, o valor total Contratado ao longo do prazo de 15 anos chegará a aproximadamente 6,5 bilhões de dólares. A TensorWave, empresa de computação em nuvem focada em inteligência artificial, oferece exclusivamente acesso a processadores gráficos AMD por meio de sua plataforma. Em maio de 2025, a companhia captou 100 milhões de dólares em uma rodada de financiamento Série A.
"Um contrato deste porte e desta duração representa um voto extraordinário de confiança na Fermi", declarou Marius Haas, presidente do Conselho de Administração da empresa. "Ao concretizar este primeiro acordo vinculativo, cumprimos o objetivo mais importante que compartilhamos com o mercado em maio. O ecossistema de parceiros comprometidos — desenvolvedores, fiadores e provedores de financiamento — são todos empresas de referência no setor, e a TensorWave é exatamente o tipo de cliente âncora para o qual nosso projeto foi concebido."
A Fermi foi fundada em janeiro de 2025 pelo ex-governado do Texas e ex-secretário de Energia Rick Perry, ao lado de Toby Neugebauer. O Projeto Matador consiste em um enorme campus de data centers e energia próximo a Amarillo, no Texas, em terrenos pertencentes ao sistema universitário Texas Tech. Inicialmente anunciado com capacidade planejada de 11 gigawatts, o projeto teve essa cifra elevada para 17 gigawatts em março de 2026.
Quando concluído, o campus se estenderá por 1,67 milhão de metros quadrados e utilizará uma combinação de fontes energéticas locais, incluindo gás natural, energia solar, eólica e nuclear. Em 2025, a empresa informou ter assinado uma carta de intenções não vinculativa com um "inquilino classificado com grau de investimento" para ser o primeiro cliente do campus, porém essa empresa posteriormente desistiu do negócio, o que resultou em uma ação coletiva.
Atualmente, a Fermi não possui data centers em operação e sua equipe executiva conta com pouca experiência no setor. Apesar disso, a companhia levantou 682 milhões de dólares em uma oferta pública inicial em outubro, avaliando a empresa em 15 bilhões de dólares.
A empresa informou que o Projeto Matador está "bem avançado", com aproximadamente 6 gigawatts dos 17 gigawatts planejados já autorizados, e mais de 1,5 bilhão de dólares investidos na construção até o momento. A primeira energia está prevista para 2026. Em abril, Neugebauer, presidente executivo e cofounder da Fermi, junto a Miles Everson, diretor financeiro, deixaram a companhia, permanecendo apenas no Conselho de Administração.
Fonte: DCD

