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Fungo zumbi que controla formigas também sobrevive dentro de musgos, revela pesquisa

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Fonte: Ars Technica
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Cientistas descobriram que o fungo parasita do gênero Cordyceps, famoso por transformar insetos em verdadeiras marionetes biológicas, possui um segundo estágio de vida escondido nos musgos. A descoberta, publicada no periódico IMA Fungus, foi feita por meio de análises de ácido desoxirribonucleico que identificaram o mesmo organismo tanto em formigas infectadas quanto na vegetação ao redor.

De acordo com os pesquisadores, essa fase alternativa pode representar uma adaptação evolutiva desenvolvida para garantir a sobrevivência do fungo durante períodos de escassez de hospedeiros invertebrados. O comportamento característico dos insetos contaminados — que sobem ao topo de plantas e fixam suas mandíbulas em folhas antes de morrer — sempre intrigou a comunidade científica, e a presença do fungo nos musgos pode explicar por que muitos animais agonizantes são encontrados mordendo essas plantas.

O gênero Cordyceps reúne mais de quatrocentas espécies diferentes, cada uma com predileção por um tipo específico de inseto, incluindo formigas, libélulas, baratas, pulgões e besouros. O ciclo começa quando os esporos se fixam na carcaça do hospedeiro, como uma formiga carpinteira, e germinam, espalhando filamentos chamados micélios por todo o corpo da vítima.

O fungo assume o controle do sistema nervoso do inseto, compelindo-o a abandonar a colônia e escalar uma planta próxima. No ponto mais alto, a formiga crava as mandíbulas em um galho ou folha em uma espécie de abraço mortal, posição ideal para que o fungo libere novos esporos sobre os indivíduos que passam por baixo.

A popularidade desses organismos ganhou força com o jogo eletrônico The Last of Us, de 2013, e sua posterior adaptação televisiva, que retrata um cenário apocalíptico no qual um fungo parasita sofre mutação e passa a infectar seres humanos. Embora a ficção dramatize o perigo, estudiosos afirmam que entender o ciclo de vida do Cordyceps é fundamental para compreender mecanismos de doenças causadas por patógenos.

Fonte: Ars Technica

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