Um superiate avaliado em cerca de 300 milhões de dólares, pertencente ao fundador de uma rede social, supostamente não atendeu a um pedido de socorro enviado pela Guarda Costeira dos Estados Unidos enquanto navegava pela costa do Alasca. O vessel, conhecido pelo nome Launchpad, teria permanecido em silêncio no canal de emergência, o que chamou a atenção de outros navegantes e passageiros.
A situação veio à público quando Michael Love, passageiro do cruzeiro temático a bordo do navio a vapor de réplica Wilderness Legacy, publicou um relato na plataforma Bluesky. Ele descreveu que o iate não respondeu ao chamado da Guarda Costeira e que, posteriormente, o próprio barco desviou a rota para rescatar um pequeno skiff de aproximadamente 21 pés, que transportava duas mulheres, uma criança e um cão.
A Guarda Costeira confirmou que tentou contatar o Launchpad antes do resgate, mas não obteve resposta. O incidente gerou indignação entre os passageiros do cruzeiro, que reagiram com vaias quase unanimas quando o capitão anunciou a recusa do iate em prestar assistance. O porta‑voz de Zuckerberg, após o caso ganhar repercussão, emitiu um comunicado dizendo que a embarcação seguiu os procedimentos de segurança, mas reconheceu a gravidade da situação.
O episódio reacendeu o debate sobre a responsabilidade de embarcações de luxo em situações de emergência no mar, especialmente quando solicitadas por autoridades responsáveis pela segurança náutica. A Guarda Costeira dos EUA informou que irá analisar os registros de comunicação para determinar se houve violação das normas marítimas.
Fonte: Ars Technica

