No verão de 2024, Andrew Scott Hastings, ex-integrante da Guarda Nacional do Exército americano, passou uma tarde inteira sudando enquanto organizava cuidadosamente caixas com peças fabricadas em sua impressora 3D. Não se tratava de quinquilharias decorativas ou peças de reposição para móveis da IKEA. As caixas continham receptores inferiores de armas de fogo caseiros, artesanalmente produzidos, e mais de cem dispositivos conhecidos como "switches" — pequenos mecanismos capazes de transformar uma arma semiautomática em uma metralhadora de fogo contínuo.
De acordo com a denúncia apresentada por promotores federais norte-americanos, os destinatários desses equipamentos eram supostos operativos da organização extremista al-Qaida. O caso revela uma nova modalidade de tráfico de armas que utiliza a tecnologia de impressão tridimensional para produzir componentes letais fora dos canais tradicionais de fabricação.
Meses após a operação que resultou na prisão de Hastings, agentes da ATF — Bureau de Álcool, Tabaco, Armas de Fogo e Explosivos — desencadearam uma nova investigação que culminou na prisão de dois homens na cidade de Colorado Springs. Os suspeitos são accusados de operar uma verdadeira fábrica clandestina de armas ilegais, utilizando impressoras 3D para produzir centenas de metralhadoras automáticas.
Fonte: The Verge
