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Minerador independente conquista R$ 1 milhão ao decifrar bloco de Bitcoin com equipamento caseiro

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Minerador conseguiu vencer grandes mineradoras usando um equipamento caseiro. Fonte: Public Pool/X. — Fonte: Livecoins
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Em um cenário dominado por grandes mineradoras com equipamentos potentes, um pequeno produtor independente conseguiu algo que muitos consideravam impossível. Na última sexta-feira, esse minerador sortudo conseguiu decifrar o bloco número 957.382 da rede Bitcoin, levando para casa uma recompensa de 3,14 bitcoins, que na cotação atual supera a marca de R$ 1 milhão.

A façanha foi revelada pela Public Pool, plataforma que hospeda pools de mineração. De acordo com os dados disponibilizados, o minerador estava utilizando uma única Bitaxe, um equipamento doméstico de mineração que não possui grande potência de processamento. O poder de hash utilizado girava em torno de 1 TH/s (terahash por segundo), enquanto a rede total do Bitcoin opera com aproximadamente 900 EH/s (exahash por segundo).

Essa disparidade colossal de poder computacional torna o feito ainda mais impressionante. Matematicamente, as chances de sucesso eram de aproximadamente uma em 17 mil anos, o que faz da mineração solo uma verdadeira loteria. É por isso que essa modalidade é comparada a apostas: apesar das probabilidades infinitesimalmente pequenas, a descentralização da rede depende justamente da participação de miners independentes.

Após receber a recompensa, o minerador manteve as moedas paradas em seu endereço digital, indicando que não possui urgência em realizar a venda. Essa atitude sugere confiança no futuro valor da criptomoeda ou simplesmente a intenção de guardar o ativos como investimento de longo prazo.

A Bitaxe é uma máquina de mineração compactada que utiliza o mesmo tipo de chip encontrado em ASICs de última geração. A grande diferença está na escala: enquanto as grandes mineradoras operam com centenas desses chips trabalhando em conjunto, a Bitaxe funciona com um único chip. Existem diversos modelos disponíveis no mercado, e um equipamento com capacidade de 1,3 TH/s pode ser encontrado por volta de 139 euros, o que equivale a aproximadamente R$ 815 sem incluir impostos e custos de importação.

O modelo utilizado pelo minerador sortudo possivelmente foi uma Bitaxe Gamma 601, que oferece potência de 1,3 TH/s. Além do custo do equipamento, o minerador também precisa arcar com os gastos de energia elétrica. Por se tratar de um dispositivo de baixa potência, o consumo mensal fica em torno de R$ 15, considerando um preço de R$ 1 por quilowatt-hora.

Um experimento realizado em 2025 por dois irmãos gêmeos brasileiros ajuda a entender a dificuldade desse tipo de empreendimento. Eles testaram uma Bitaxe HEX, modelo mais potente que o utilizado no caso recente, e o resultado foi frustrante: o rendimento obtained nem sequer cobria os custos de energia. Esse fato explica por que muitos mineradores caseiros optam pela mineração solo, mesmo sabendo que as chances de sucesso são extremamente reduzidas.

O caso serve como exemplo da descentralização que sustenta a rede Bitcoin, onde mesmo um indivíduo com recursos modestos pode, teoricamente, competir com gigantes da indústria.

Fonte: Livecoins

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