Um estudo recente da RedStone demonstra que o ouro físico tokenizado atravessou com solidez a onda de correção que atingiu os mercados nas últimas semanas. No entanto, a aplicação desse tipo de ativo como garantia em protocolos de finanças descentralizadas segue bem abaixo de seu potencial, apesar do crescimento registrado no volume de negociações.
A procura por representações digitais do metal precioso ganhou força neste ano, embalada pela valorização histórica do ouro físico. Ainda assim, uma fração muito pequena desse mercado migrou de fato para os ambientes descentralizados, evidenciando uma lacuna expressiva de adoção, conforme aponta o levantamento da empresa especializada em dados do setor.
De acordo com o relatório, a movimentação de contratos à vista lastreados em ouro tokenizado atingiu 90,7 bilhões de dólares no primeiro trimestre, período em que os contratos futuros do metal romperam o patamar de 5.600 dólares por onça troy. Mesmo diante desse cenário aquecido, apenas cerca de 63 milhões de dólares distribuídos entre os tokens Tether Gold (XAUT) e PAX Gold (PAXG) aparecem depositados como garantia nas plataformas Aave v3 e Morpho. O montante corresponde a meros 1,5% da capitalização de mercado combinada dos dois ativos digitais, que somam 4,2 bilhões de dólares.
A RedStone destaca que, apesar da penetração ainda incipiente, o ouro tokenizado já foi submetido a um teste significativo de mercado, comprovando sua capacidade de preservar valor em meio à volatilidade. O resultado sugere que o ativo tem potencial para ocupar uma fatia maior nos protocolos descentralizados, à medida que surjam novos casos de uso e integrações com a infraestrutura financeira digital.
Fonte: Cointelegraph.com News
