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Paraguai desiste de oferecer energia subsidiada para atrair empresas de tecnologia e inteligência artificial

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Usina de Itaipu — Fonte: Livecoins
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O Ministério da Indústria e Comércio do Paraguai revelou que o país planejava criar um programa de incentivos elétricos para atrair grandes indústrias inovadoras, incluindo empresas do setor de inteligência artificial. O plano, elaborado em dezembro de 2025, previa a oferta de energia a preços reduzidos para companhias consideradas estratégicas, mas acabou sendo cancelado.

A proposta inicial incluía um regime tarifário fixado em dólar americano, vinculado à inflação dos Estados Unidos, com contratos de dez anos de duração. O objetivo era aproveitar o grande excedente de energia elétrica disponível no país, principalmente oriundo da Usina de Itaipu, para gerar empregos e desenvolvimento econômico.

No entanto, um contrato controverso entre a Administração Nacional de Eletricidade e a Atome, empresa britânica especializada em fertilizantes, gerou polêmica. A companhia exigia maior previsibilidade nos preços da energia, solicitando uma tarifa fixa de trinta dólares por megawatt-hora para os próximos quinze anos.

O Paraguai chegou a aprovar os decretos 5306 e 5307 em janeiro deste ano para conceder benefícios a diversas indústrias. Esses textos foram posteriormente modificados pelos decretos 5860 e 5861 em abril, restringindo a quantidade de energia fornecida. Em 9 de junho, o governo revogou todos os decretos, extinguindo os incentivos para essas empresas.

As críticas ao plano apontavam que os valores propostos seriam muito inferiores aos preços atuais de energia. Por outro lado, Félix Sosa, presidente da ANDE, afirmou que esses preços já incluíam as perdas variáveis de cerca de 24,5%, principalmente causadas por furtos de energia. Ele explicou que esse percentual cairia para 3% nos grandes contratos, o que justificaria tarifas mais baixas.

Os benefícios seriam destinados apenas a empresas de economia digital, dados, vetores energéticos e materiais avançados. Essas organizações passariam por revisões periódicas para garantir que a energia não fosse utilizada para outros fins, como a mineração de criptomoedas. A punição para o descumprimento incluiria a rescisão imediata do contrato e penalidades financeiras.

Fonte: Livecoins

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