Uma análise detalhada de centenas de aplicativos móveis voltados para militares norte-americanos revelou que mais de um em cada oito deles continha programas desenvolvidos por empresas da China, Rússia ou de outras nações estrangeiras, despertando novas preocupações de que governos adversários poderiam coletar dados sensíveis revelando onde os serviceiros vivem, trabalham e são destacados.
De acordo com pesquisadores da Purdue University, da Academia Militar dos Estados Unidos em West Point e da Florida International University, um aplicativo popular utilizado pelos militares para avaliar as condições de moradia em suas próprias bases incluía códigos da Huawei, a empresa de telecomunicações chinesa que as autoridades reguladoras dos EUA classificaram como ameaça à segurança nacional em 2020.
Outros dois aplicativos foram desenvolvidos por empresas russas e incorporam o serviço de publicidade Yandex, também de origem russa. A indústria de publicidade, em grande parte não regulamentada, que rastreia os americanos online trata civis e militares praticamente da mesma forma, a menos que haja lucro em distingui-los, apesar de evidências de que a exposição pode revelar operações de tropas, movimentação de unidades e as rotinas de pessoal em instalações de inteligência e abrigos reforçados onde armas nucleares acredita-se serem armazenadas.
Fonte: Ars Technica
