A Polícia Civil do Distrito Federal desencadeou nesta terça-feira uma nova fase de operação contra fraudes digitais, com agentes cumprindo mandados de busca e apreensão determinados pela Justiça para desarticular uma organização suspeita de invadir sistemas públicos. A Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos está à frente das ações que visam interromper os acessos ilegais aos computadores do governo local.
A Justiça Criminal de Brasília autorizou o bloqueio patrimonial de R$ 12 milhões em contas bancárias tradicionais e em ativos digitais. O esquema fraudulento causava um prejuízo diário estimado em R$ 134 mil aos cofres da administração pública do Distrito Federal, conforme levantamentos realizados pelas autoridades.
Os investigados mantinham perfis em plataformas digitais para oferecer a remoção de penalidades graves de trânsito, como suspensões de carteira de habilitação. A terceira fase da Operação Bypass aprofundou as investigações sobre a camada de comercialização desses serviços proibidos por lei.
As forças policiais cumpriram três prisões temporárias expedidas após decisão da 7ª Vara Criminal de Brasília. Desde o início das investigações, nove pessoas foram detidas. Os novos alvos da apuração atuavam como intermediários responsáveis por captar clientes e organizar lotes de demandas. Membros distintos do grupo cuidavam da triangulação financeira para distribuir os valores recebidos pelas contas bancárias.
A organização operava com divisão profissional de tarefas e possuía ramificações que se estendiam para além dos limites do Distrito Federal. As fraudes consistiam na regularização irregular de carteiras de habilitação suspensas. O grupo ocultava os lucros da atividade ilegal utilizando empresas de fachada para fragmentar os depósitos bancários.
Perfis nas redes sociais contavam com dezenas de milhares de seguidores para atrair condutores interessados em soluções indevidas. Os investigados respondem por crimes de invasão de dispositivos informáticos, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
O conjunto das penas para as infrações previstas no Código Penal pode alcançar 32 anos de reclusão em regime fechado. Servidores do Departamento de Trânsito do Distrito Federal trabalham no fechamento definitivo das vulnerabilidades digitais identificadas. A coleta de provas envolveu ações de monitoramento de fluxo financeiro conduzidas pela equipe técnica da Especializada.
Dessa forma, a retenção das moedas digitais impede que os responsáveis obtenham vantagem econômica com a prática ilícita. Os procedimentos legais tramitam em sigilo para permitir a identificação de outros participantes do esquema.
Fonte: Livecoins
