A empresa americana Exascale Labs, especializada no desenvolvimento de infraestrutura de inteligência artificial, anunciou uma parceria estratégica com a EnergyBank, focada em soluções de armazenamento de energia, para investigar a viabilidade de instalar centros de dados para inteligência artificial em conjunto com parques eólicos marítimos flutuantes e sistemas de armazenamento de longa duração por baterias.
O acordo foi formalizado por meio de um memorando de entendimento não vinculativo e envolve uma colaboração com a Zephyros-One, considerada a primeira turbina eólica offshore flutuante do mundo, situada nas águas costeiras da Noruega. Esta instalação, originalmente conhecida como Hywind Demo, iniciou suas operações em 2009 e possui capacidade instalada de aproximadamente 2,3 megawatts. O projeto foi originalmente desenvolvido pela empresa norueguesa Equinor e adquirido pela Zephyros em 2019.
Segundo Hoansoo Lee, diretor-executivo da Exascale Labs, o crescimento da infraestrutura de inteligência artificial não está limitado pela disponibilidade de chips avançados, mas sim pela incapacidade de garantir e fornecer energia na escala necessária dentro de prazos comercialmente viáveis. Ele afirmou que a plataforma modular da empresa foi projetada para operar fora da rede elétrica convencional, permitindo que parques eólicos marítimos flutuantes forneçam energia pronta para computação sem a necessidade de esperar anos por uma conexão à rede.
O projeto-piloto terá capacidade de 800 kilowatts e funcionará de forma completamente independente do sistema elétrico tradicional. A instalação incluirá um centro de dados modular da Exascale, solução integrada que compreende servidores com unidades de processamento gráfico, sistemas de distribuição de energia, baterias de emergência, quadros elétricos e sistemas de gerenciamento.
As empresas esperam que esta iniciativa estabeleça um modelo replicável para implantações futuras, com meta de alcançar capacidades de computação de até 10 megawatts por turbina. A EnergyBank pretende financiar o projeto inicial por meio de uma combinação de investimentos privados e potenciais oportunidades de financiamento público.
Tim Hawkey, diretor-executivo da EnergyBank, destacou que o acesso confiável à energia se tornou o fator limitante para novos centros de dados. Ele explicou que ao integrar geração flutuante de energia eólica com armazenamento e centros de dados modulares em um único sistema, é possível converter energia offshore variável em computação estável e de alto valor sem aguardar anos por conexões à rede elétrica.
Após a assinatura do memorando, os parceiros pretendem realizar trabalhos conjuntos de viabilidade técnica, definir uma arquitetura de referência para o projeto-piloto e criar um roteiro para escalonamento além desta primeira fase de testes.
Fonte: DCD

