A Sony confirmou nesta quinta-feira umaonda de demissõesmassivas na Bungie, estúdio responsável pela franchise Destiny. A medida afetou principalmente a equipe por trás do jogo Destiny 2, além de alguns desenvolvedores que trabajavam no projeto Marathon.
A empresa japonesa afirmou que "explorou múltiplas alternativas antes de concluir que uma redução era necessária para alinhar os recursos do estúdio com suas prioridades atuais e objetivos de longo prazo". O número exato de funcionários afetados não foi divulgação, mas foi caracterizado como "significativo".
A decisão veio diretamente após o lançamento da última atualização de conteúdo para Destiny 2, embora a reestruturação provavelmente já estivesse em planejamento antes desse anúncio. Informações divulgadas pelo portal Bloomberg em maio já indicavam que os desenvolvedores não estavam trabalhando em Destiny 3 e que demissões na Bungie eram iminentes.
Além da equipe de Destiny, alguns membros do time responsável por Marathon também foram atingidos pelaonda de cortes. A Sony garantiu que o jogo continuará recebendo atualizações de conteúdo, e que a equipe remanescente trabalhará no título insieme a "esforços de incubação para projetos futuros".
As demissões se estenderam também à própria divisão de jogos da Sony, afetando principalmente profissionais que atuavam em conjunto com as equipes de Destiny e Marathon. O impacto chegou ao topo da hierarquia: o chefão do estúdio, Justin Truman, deixou o cargo, conforme reportado pela Bloomberg.
Não é segredo que a Sony não estava satisfeita com o desempenho financeiro de Destiny 2. A empresa declarou no ano passado que as "vendas e engajamento dos usuários não atingiram as expectativas" que havia calculado ao adquirir a Bungie. A gigante da eletrônica comprou o estúdio em 2022, em uma transação avaliada em aproximadamente 3,6 bilhões de dólares. Desde então, a Sony reduziu o valor da empresa para cerca de 2,8 bilhões de dólares, representando uma perda superior a 700 milhões de dólares.
