O filme Supergirl arrived às salas de cinema como a mais recente aposta da Warner Bros. para expandir o Universo DC, mas os números iniciais contam uma história diferente das expectativas da gigante do entretenimento. A produção, que integra o capítulo conhecido como "Deuses e Monstros", registrou uma abertura de bilheteria decepcionante, muito abaixo do que a estúdio esperava como sequência do Superman do ano anterior.
A obra dirigida por Craig Gillespie, responsável por títulos como "Lars e a Garota Real" e "Eu, Tonya", enfrenta um cenário adverso que vai além das críticas mistas. O longa foi alvo de uma campanha coordenada de ataques virtuais, o que certamente impactou a recepção inicial do público. No entanto, especialistas apontam que o problema não está necessariamente na qualidade do filme, mas sim no momento saturado do mercado de super-heróis.
Ana Nogueira, que escreveu o roteiro, foi mantida no projeto após a reformulação do universo DC. Ela havia sido convidada durante os planos anteriores da extinta DCEU para um filme solo da Supergirl. O personagem fez sua primeira aparição no cinema no longa "The Flash" de 2022, interpretado pela atriz Sasha Calle.
Quando James Gunn e Peter Safran assumiram o comando da franchise e lançaram o que foi chamado de "reinício suave" do DCU, o projeto foi completamente reimaginado. O resultado, segundo análises, é um filme competente e divertente, que consegue capturar a essência da personagem, mas que não atinge o status de obra-prima. Em uma era onde o público tem acesso a inúmeras opções de entretenimento nos serviços de streaming, muitos espectadores optam por esperar o lançamento digital em vez de ir aos cinemas.
O mercado de super-heróis, que dominou as bilheterias por mais de uma década, parece estar reaches um ponto de saturação. Productions recentes de grandes estúdios têm enfrentado dificuldades semelhantes, indicando uma mudança no comportamento do público. Para a Warner Bros., o desafio agora é entender como recuperar o interesse das massas em um cenário onde a magia dos blockbusters de quadrinhos já não garante automaticamente lotação nas salas de cinema.
Fonte: Ars Technica
