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TokenNation encerra edição 2023 com debates sobre privacidade, mercados preditivos e adoção de cripto

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Gustavo Bertolucci
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O TokenNation chegou ao fim de sua edição 2023 com uma programação rica em debates sobre os rumos do mercado de tokenização de ativos. Ao longo de dois dias de evento, realizadas nos dias 1° e 2 de junho no Pavilhão da Bienal de São Paulo, especialistas, empresas e entusiastas discutiram temas que prometem moldar o futuro do setor no Brasil e no mundo.

Um encontro de peso no ecossistema brasileiro

O evento reuniu grandes nomes do mercado, incluindo representantes de empresas como iFood, Google e Sebrae, demonstrando o crescente interesse institucional pela tokenização. O encontro foi patrocinado pela BingX, Binance, Juntos por Cripto e Capitare, evidenciando o suporte de players importantes do segmento de criptomoedas.

Denis Cavale, Business Development Manager na BingX, avaliou positivamente a participação da empresa no evento. Segundo ele, o TokenNation conseguiu reunir o público-alvo desejado: profissionais e entusiastas que estão na vanguarda da Web3 e entendem para onde o setor está caminhando. "Foi uma oportunidade valiosa para apresentarmos nossa nova orientação estratégica com foco em inteligência artificial. Saímos com uma leitura mais clara das tendências que estão moldando o mercado e do que os principais players estão construindo", explicou.

Privacidade na indústria onchain: o equilíbrio entre proteção e transparência

Um dos painéis mais esperados do evento foi "Privacidade na indústria onchain", que contou com a participação de Rocelo Lopes (Rezolve AI), Amandita (Zcash Brasil), Daryl Akamine (Ledger) e Thiago Amaral (Barcellos Tucunduva Advogados). A conversa abordou os desafios de conciliar privacidade e transparência em um mercado cada vez mais observado por autoridades, empresas e usuários.

Thiago Amaral, sócio do Barcellos Tucunduva Advogados e professor da FGV/SP, destacou que o custo regulatório para garantir privacidade é alto, mas necessário. "Nosso papel é ensinar o regulador, que ainda não entende sobre a tecnologia. Culturalmente, para o brasileiro, a privacidade é mal vista. No Brasil, quem pede privacidade parece querer esconder a origem do dinheiro, o que não é verdade", afirmou.

Amandita, comunicadora e apresentadora no Zebra Talks, alertou sobre os vazamentos recorrentes de dados que evidenciam a falta de regulação no setor. "Não é sobre esconder, é sobre proteger. Hoje em dia, perder seus ativos custodiados por terceiro é um risco que a autocustódia pode eliminar. Discordo que a vigilância de massa seja uma lenda. Pode ser que seja a justificativa, mas a vigilância da massa é muito forte e profunda no setor público e privado. Até que ponto vai nosso livre arbítrio? Os vazamentos de dados constantes mostram que a privacidade é um ponto sem regulação e está descontrolada. Compliance virou um sinônimo de vigilância", pontuou.

Daryl Akamine, country manager da Ledger no Brasil, defendeu a importância da autocustódia como fundamento da privacidade. "A privacidade é diferente do anonimato. A privacidade pede por autocustódia. Sem suas chaves, não existe soberania sobre seus dados e todo o resto deixa de fazer sentido", declarou.

Rocelo Lopes, Chief of Digital Currency Initiative na Rezolve AI, avaliou que projetos de privacidade tendem a enfrentar atritos com reguladores, masressaltou que a proteção do usuário segue sendo uma pauta central. "Está no Brasil, precisa jogar conforme as regras do jogo. Apesar disso, eu não tenho que entregar a chave privada, e esse é o ponto crucial da privacidade. No Brasil, não tínhamos liberdade de movimentar nosso dinheiro livremente até o surgimento do Bitcoin", argumentou.

Mercados preditivos em ano de Copa e eleição

O painel "Mercados preditivos em ano de Copa e eleição" discutiu os desafios regulatórios de uma categoria que vem ganhando espaço globalmente, mas que ainda enfrenta barreiras de compreensão e enquadramento no Brasil. A conversa reuniu Ricardo Vieira, head de marketing da Triad Markets, e Luiz Felipe, diretor de relacionamento com cliente da B3, no Palco TokenNation.

Ricardo Vieira Alertou que o Brasil não possui arcabouço regulatório suficiente para o mercado preditivo. "Ainda é preciso muita educação. O maior risco do mercado preditivo no Brasil hoje é a exportação dele para fora. É preciso construir nosso próprio ecossistema", explicou.

Luiz Felipe destacou que a regulação é necessária, mas precisa ser construída de forma positiva para que o país não fique para trás. "Grandes portais já usam o mercado preditivo para a apuração. Parece bet, mas não é. A regulação precisa acontecer, mas com um arcabouço regulatório positivo para não ficarmos para trás", afirmou.

Adoção de cripto no mundo real avança

O painel "Adoção de cripto no mundo real" reuniu Francisco Carvalho (Blockchain Rio), Rafael Castaneda (Oxus Finance), Orlando Telles (On Crypto Research) e Lucas Amendova (Defiverso) para discutir como a blockchain e as criptomoedas podem ser integradas ao cotidiano de empresas e consumidores.

Os painelistas discutiram cases de sucesso e as possibilidades de integração da tecnologia em diferentes setores da economia, reforçando que a tokenização de ativos reais representa uma das maiores oportunidades para a massificação do uso de criptoativos no país.

O futuro do setor depende de educação e regulação

Os debates do TokenNation 2023 evidenciaram que o amadurecimento do mercado de tokenização passa pela combinação entre educação, infraestrutura, regulação, segurança e usabilidade. Os participantes concordaram que o Brasil tem potencial para se tornar um hub de inovação no setor, mas que é necessário trabalho conjunto entre reguladores, empresas e comunidade para construir um ecossistema robusto e seguro.

Com a realização do evento, a expectativa é que as discussões levantadas contribuam para o avanço do marco regulatório e para a maior adoção de soluções baseadas em blockchain pela população brasileira.

Fonte: https://livecoins.com.br

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