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Golpes com criptomoedas proliferam durante preparação para Copa do Mundo de 2026

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Autoridades norte-americanas estão alertando torcedores de futebol sobre uma onda de golpes financeiros que utilizam a Copa do Mundo FIFA de 2026 como isca. Criminosos estão mirando aficionados pelo esporte que buscam comprar ingressos, pacotes de hospitalidade e produtos oficiais, principalmente através de pagamentos com criptomoedas.

Alerta das autoridades californianas

O Departamento do Xerife do Condado de Los Angeles (LASD) publicou um aviso em suas redes sociais na quarta-feira, detalhando as táticas utilizadas pelos fraudadores. Segundo o órgão, os golpeistas estão promovendo vendas falsas de ingressos para a Copa do Mundo, ofertas de produtos, serviços de streaming e promoções de apostas, todos visando roubar dinheiro e informações pessoais das vítimas.

Sinais de alerta para evitar fraudes

O LASD orientou os torcedores a ficarem atentos a vendedores que solicitam pagamento via criptomoedas, transferência bancária, aplicativos de pagamento peer-to-peer ou cartões-presente. Segundo o departamento, esses métodos de pagamento são especialmente difíceis de reverter após serem realizados, tornando-se um dos sinais mais claros de fraude.

Como identificar sites fraudulentos

As autoridades desaconselham confiar em capturas de tela, PDFs ou所谓的"ingressos físicos" oferecidos por vendedores particulares. O recomendado é sempre acessar diretamente o site oficial da FIFA digitando o endereço no navegador, evitando clicar em anúncios patrocinados, publicações em redes sociais, mensagens de texto, links de Telegram ou WhatsApp, ou ofertas que pareçam incomumente baratas ou urgentes.

Escala dos golpes digitais

O alerta ocorre em um momento crítico, já que cidades nos Estados Unidos, México e Canadá se preparam para receber milhões de torcedores para o mundial de 2026. A preocupação das autoridades é fundamentada pelos dados recentes: o roubo de criptomoedas em 2025 atingiu US$ 3,4 bilhões, de acordo com relatório da Chainalysis, empresa especializada em análise de blockchain.

Táticas sofisticadas de phishing

Especialistas em segurança cibernética apontam que a inteligência artificial está facilitando a vida dos criminosos digitais. Os golpeistas conseguem clonar rapidamente marcas confiáveis e lançar sites de phishing convincentes, projetados para roubar credenciais de login, informações pessoais, números de cartão de crédito e fundos de vítimas desavisadas.

Typo squatting e sites falsos

A Divisão Cibernética do FBI já havia emitido alerta recente sobre golpes que utilizam a técnica de "typo squatting", onde os criminosos criam sites com pequenos erros de digitação ou nomes de domínio alternativos, destinados a roubar informações pessoais e financeiras dos torcedores que buscam adquirir ingressos ou memorabilia do evento esportivo.

Golpes com Tokens de satélitos

Além dos golpes tradicionais, a empresa de cibersegurança Malwarebytes identificou em maio uma nova modalidade de fraude: a utilização da marca da Copa do Mundo e da FIFA para promover projetos falsos de criptomoedas. Um dos sites analisados comercializava um token apresentado como "o token comunitário oficial que celebra a Copa do Mundo FIFA de 2026", prometendo um "Mega Airdrop" e uma oferta total de 7 bilhões de tokens.

Tokens não autorizados

Outrosite analisado pela Malwarebytes utilizava o mascote oficial da FIFA para vender um token não licenciado. A empresa alertou que nenhum dos sites examinados está conectado à organização esportiva. A FIFA possui um ecossistema real de colecionáveis digitais chamado FIFA Collect, e os parceiros legítimos para 2026 estão documentados e são fáceis de verificar. "World Cup token" não é um deles.

Orientações para vítimas

O Departamento do Xerife recomendou que vítimas de golpes entrem em contato com as autoridades competentes, notifiquem seus bancos, preservem os registros de transações e relatem o incidente ao Centro de Queixas de Crimes na Internet do FBI. Quem adquirir os tokens fraudulentos corre o risco de perder dinheiro, ficar com ativos sem valor ou "acidentalmente dar acesso a criminosos às suas carteiras de criptomoedas".

Com a aproximação do maior evento esportivo do mundo, a orientação das autoridades é clara: cautela redobrada, verificação constante de procedência e preferência por canais oficiais para qualquer transação relacionada ao tournament.

Fonte: https://portaldobitcoin.uol.com.br

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