O Bitcoin voltou a operar em queda nesta quinta-feira (4), sendo Negociado a US$ 61.300, o que representa um recuo de 51,5% em relação ao seu topo histórico registrado em outubro de 2025. O momento desafiador para a criptomoeda tem gerado debates entre especialistas e investidores, com o fundador da Strategy, Michael Saylor, apontando fatores específicos que explicam a atual correção do mercado.
A explicação de Michael Saylor
Para Michael Saylor, a queda do Bitcoin não representa um enfraquecimento da criptomoeda, mas sim uma rotação de capital para setores considerados mais promissores no momento. Em publicação nas redes sociais, o bilionário destacou que os mercados de capitais estão financiando a expansão da Inteligência Artificial em escala histórica, com aproximadamente US$ 400 bilhões investidos nos últimos seis meses.
Além da migração de recursos para o setor de IA, Saylor chamou atenção para a forte pressão vendedora sobre os ETFs de Bitcoin. Desde o dia 14 de maio, esses fundos registraram cerca de US$ 4 bilhões em saídas, o que tem contribui do para a pressão sobre o preço da criptomoeda. "Isso é uma rotação de capital, não um enfraquecimento do Bitcoin. A volatilidade cria oportunidade", afirmou o executivo.
Desempenho dos ETFs no cenário atual
Os dados recentes mostram a gravidade da situação. Nesta quarta-feira (3), os ETFs de Bitcoin registraram vendas de US$ 396,6 milhões, alcanzando o recorde de 13 dias consecutivos de saídas desde que os fundos foram lançados no mercado. Essa sequência histórica de retiradas reflete a aversão ao risco que tem predominado entre os investidores institucionais.
Contexto histórico e fatores adicionais
A análise comparativa revela o quanto o Bitcoin tem ficado atrás de outros ativos. Enquanto o S&P 500 sobe 10,7% e o ouro avança 3,4% em relação ao primeiro dia do ano, a criptomoedas apresenta uma queda de 27,1% no mesmo período. As perdas se intensificaram após a maior liquidação do mercado de criptoativos no dia 10 de outubro, motivada pelo anúncio de tarifas dos EUA contra a China.
Outros fatores também contribuíram para a instabilidade, incluindo notícias relacionadas ao avanço da computação quântica e os recentes temores sobre o retorno da inflação global decorrente da disparada dos preços do petróleo. Nesta semana, a venda de 32 bitcoins pela Strategy e a movimentação de 10 mil bitcoins pela corretora falida Mt. Gox voltaram a pressionar a criptomoeda, interrompendo uma recuperação que havia ocorrido entre fevereiro e maio.
Impacto na Strategy
A Strategy, empresa pública que mantém o maior patrimônio em bitcoins entre as corporations, figura entre as mais afetadas pela correção. Atualmente, a empresa possui 843.706 bitcoins em caixa, adquiridos a um preço médio de US$ 75.699 por unidade. Com o Bitcoin sendo Negociado a US$ 64.000 no momento desta redação, a empresa registra um prejuízo não realizado de aproximadamente US$ 9,9 bilhões.
O reflexo também aparece no mercado acionário. As ações da Strategy operam em queda de 17,1% desde o início do ano e despencaram 65,5% nos últimos 12 meses. No mesmo período, o Bitcoin acumula uma queda de 39,5%, evidenciando a forte correlação entre o desempenho da criptomoeda e os papéis da empresa.
Perspectiva para o futuro
Apesar das perdas expressivas, Michael Saylor não acredita que as vendas realizadas pela Strategy tenham sido a causa principal da recente queda. A empresa vendeu algumas moedas nos últimos dias, mas mantém sua estratégia de acumulação de longo prazo. Não é a primeira vez que a estratégia enfrenta um ciclo de baixa, e a expectativa é de que a persistência naholding de bitcoins possa compensar as perdas atuais em momentos de recuperação do mercado.
Fonte: https://livecoins.com.br
