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Toy Story 5 supera expectativas e prova que a franquia ainda tem história para contar

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Fonte: IGN Brasil
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Confesso que quando Toy Story 5 foi anunciado, especialmente com essa proposta de brinquedos contra tecnologia, minha primeira reação foi de desconfiança. Parecia um conceito datado, talvez desnecessário. Mas após assistir ao longa, posso afirmar: estava completamente equivocado.

Jessie assume os holofotes

Com Woody fora do centro das atenções, quem comando o grupo agora é Jessie. A vaqueira colorida, que entrou para o universo de Toy Story no segundo filme, finalmente recebe o protagonismo que sempre mereceu. Ela se mostra divertida, mas também firme e incisiva no confronto com Lilypad, o tablet que surge como antagonista da história.

A parceria entre Jessie e Bala no Alvo continua delivering aquele ar de nostalgia tão característico da franquia. Os brinquedos antigos ficam um pouco de lado ao longo da trama para dar espaço aos novos personagens tecnológicos, como Rolinho e sua turma, que trazem um humor unique e reforçam a importância da nova protagonista.

Woody, mesmo afastado, é chamado para ajudar os amigos contra Lilypad. O icônico caubói aparece um pouco mais velho, com alguns fios a menos no chapéu e uma pequena barriga de avô. Ainda assim, sua participação remete aos conflitos clássicos com Buzz Lightyear, aqueles mesmos que remetem ao primeiro filme da série.

O astronauta Buzz aparece em duas versões: o tradicional Buzz de Bonnie, que fica mais como coadjuvante ao lado de Woody, e o exército Lightyear, que opera no modo padrão e se comporta como soldados de verdade, gerando momentos bem engraçados. O astronauta do Comando Estelar ainda serve como um par romântico para Jessie, com seu jeito desajeitado.

A mensagem que parecia ultrapassada

O filme gira em torno de Bonnie, que finalmente ganha um destaque maior do que simplesmente ser a dona dos brinquedos. Estamos falando daquela fase pré-adolescente em que a criança ainda tem apego às coisas da infância, mas começa a querer fazer atividades com amigos, ao mesmo tempo em que fazer novas amizades não é tão simples quanto antes.

Diante dessa dificuldade e com a barreira tecnológica criada por dispositivos com telas, Bonnie se vê isolada. Para ajudá-la, os pais compram uma Lilypad, um tablet educativo com jogos e atividades online que supostamente facilitariam a criação de amizades.

Na prática, desde o primeiro dia em que ganha o tablet, Bonnie começa a esquecer os brinquedos e celebra ter encontrado novas "amigas" através das ferramentas sociais tecnológicas. Porém, nenhum vínculo era real, e a situação rapidamente se transforma em bullying, revelando os riscos da exposição de crianças a esses ambientes.

A única forma de Bonnie quebrar essa barreira e construir conexões verdadeiras é através de Jessie, da união com a Lilypad e das brincadeiras clássicas com Blaze, nova personagem da franquia que se torna grande amiga da garota.

Toy Story sempre será necessário

Retornar às raízes de Jessie, explorando um momento anterior ao segundo filme, aprofunda ainda mais a personagem e se mostra o grande foco emocional do longa. Os conflitos internos de Bonnie e sua busca por amizades emocionam, mas é nos momentos de Jessie e Emily que as lágrimas mais aparecem.

O filme mantém a mesma mensagem de companheirismo e vínculos, ao mesmo tempo que critica o uso excessivo de tecnologia em uma fase da vida em que a maior preocupação deveria ser se divertr. Mesmo vilificando a Lilypad, o longa deixa claro que a tecnologia não é inimiga, mas sim uma aliada que fortalece o vínculo entre Blaze e Bonnie quando usada com responsabilidade.

Quando o equilíbrio entre brinquedos e tecnologia é encontrado, o filme mostra o lado mais belo da infância: a imaginação. As cenas de imaginação de Bonnie e Blaze são incríveis, um espetáculo visual repleto de cores vibrantes.

Ao dar maior protagonismo para Bonnie e Jessie, o longa mostra faces inéditas de personagens já conhecidos e acrescenta ainda mais emoções. Toy Story é sobre companheirismo e vínculos, mas sempre fala sobre as fases da vida e a importância de seguir em frente. Agora, o filme apresenta que fases passam, mas marcas ficam.

Se você pensa que a franquia deveria ter terminado no terceiro filme, assista ao quinto e repense isso. Toy Story sempre será necessário para adultos e crianças, com mensagens atemporais e brinquedos que têm muito a ensinar.

Fonte: IGN Brasil

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