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Wacom Movinkpad 11: tablet acessível abre portas para artistas digitais iniciantes

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Image Credits:Wacom — Fonte: TechCrunch
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Desde os primórdios da internet, existe uma comunidade dedicada à criação artística por meio de computadores. Entre as empresas que se consolidaram como referência nesse universo está a Wacom, fabricante japonesa fundada em 1983 e reconhecida como uma das mais tradicionais produtoras de mesas digitalizadoras do planeta.

Nos últimos anos, a companhia tem investido na linha Movinkpad, um tablet com sistema Android voltado especialmente para criadores que desejam produzir arte digital com praticidade. O Movinkpad 11 foi o primeiro modelo da série, lançado antes do Movinkpad Pro 14, versão mais recente que chegou ao mercado no outono passado com preço de 899 dólares. A versão Pro trouxe upgrades relevantes, como tela orgânica de diodo emissor de luz com resolução 3K e ampla gama de cores.

Para entender como o dispositivo se comporta nas mãos de alguém sem experiência artística, o TechCrunch testou o Movinkpad 11 emprestado pela própria Wacom. A conclusão é que o aparelho entrega uma experiência fluida de configuração e um desempenho competente, sem exigir grandes investimentos. O preço sugerido de 500 dólares o posiciona em uma faixa intermediária, acima de opções mais baratas como o Huion Inspiroy H640P, vendido por cerca de 30 dólares, e bem distante de produtos premium como o Cintiq Pro 27 da própria Wacom, que custa 3.500 dólares, ou um iPad, que pode chegar a 1.100 dólares.

Para quem não faz parte do universo da arte digital, vale perguntar: por que optar por um equipamento desses em vez do tradicional papel e lápis? Defensores do formato garantem que a arte digital oferece uma experiência criativa única. Designers gráficos, cartunistas, animadores e até desenvolvedores de jogos fazem parte do público que utiliza esses tablets. Alguns artistas tradicionais adotam o recurso como etapa de esboço e conceituação, transferindo depois o resultado para o papel. Outros fazem o caminho inverso.

No quesito especificações, o Movinkpad 11 traz tela de 11,45 polegadas, 8 gigabytes de memória e 128 gigabytes de armazenamento. O aparelho não possui bateria interna e é alimentado por cabo USB. Com peso de apenas 590 gramas, destaca-se pela portabilidade. Acompanha o dispositivo a caneta Pro Pen 3, um stylus de 16 centímetros com três botões laterais programáveis e pontas intercambiáveis, vendidas separadamente em pacotes que custam cerca de 15 dólares. Em testes, a caneta se mostrou leve e confortável, com sensação semelhante à de uma caneta hidrográfica de ponta fina.

A configuração inicial exige a criação de um código de acesso, medida que pode parecer exagerada para quem só pretende rabiscar, mas que garante proteção ao dispositivo. O procedimento é simples: basta acessar as configurações, entrar em Segurança e Privacidade e definir o método de desbloqueio entre deslizar ou nenhum. Por rodar Android, o tablet pode ser sincronizado a uma conta do Google, facilitando a integração de arquivos e projetos.

O Movinkpad 11 já vem com o Wacom Canvas, aplicativo gratuito da marca que oferece ferramentas básicas para começar a desenhar. Para quem busca recursos mais avançados, há a opção paga do Clip Studio Paint, disponível mediante licença avulsa com valor variável conforme a versão. Dentro do Clip Studio Paint, é possível selecionar entre caneta, pincel ou lápis de esboço, com diversas variações dentro de cada categoria.

Embora a concorrência seja ampla — incluindo o iPad, que conta com a caneta dedicada Apple Pencil —, o Movinkpad se apresenta como uma solução mais focada e elegante para o público de arte digital, vindo de uma marca com décadas de tradição no segmento. Mesmo para quem não é artista, o aparelho proporciona horas de entretenimento. Em um fim de semana de testes, o resultado foram desenhos despretensiosos, longe das galerias mais renomadas, mas suficientes para transformar uma tarde comum em uma experiência criativa divertida.

Fonte: TechCrunch

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