A jovem empresa chinesa de inteligência artificial Z.ai está operando, ainda que de forma parcial, um megacentro de dados com capacidade de 1 gigawatt, inteiramente equipado com processadores fabricados na China. A revelação foi feita pela agência de notícias Bloomberg, que obteve as informações junto a fontes familiarizadas com o projeto.
Apesar de a construção do complexo já ter sido concluída, permanecem em sigilo tanto a localização exata do empreendimento quanto a parcela da capacidade que está efetivamente disponível para uso da companhia.
De acordo com uma pessoa próxima ao assunto, ouvida pela Bloomberg, a Z.ai teria montado ou estaria à frente de diversos agrupamentos de computação, cada um deles reunindo mais de 10 mil chips. Até o momento, porém, não se sabe qual fabricante chinês forneceu os processadores utilizados na operação.
A empresa é a criadora do modelo de linguagem de grande escala batizado de GLM. Antes de adotar o nome Z.ai, a companhia era conhecida como Zhipu AI, alteração realizada em 2025. Ela faz parte de uma geração de empresas chinesas de inteligência artificial que vêm ganhando projeção mundial, ao lado de nomes como DeepSeek, Moonshot AI e Manus.
A operação acontece em um momento estratégico, no qual o governo da China busca reduzir a dependência das suas empresas de inteligência artificial em relação aos processadores da fabricante norte-americana Nvidia. Ainda assim, Pequim recentemente liberou a aquisição dos chips H200 da Nvidia por algumas companhias, depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, autorizou a comercialização do produto em dezembro de 2025.
A retomada das vendas dos H200 tem provocado intensos debates no cenário internacional, pois envolve a delicada relação geopolítica entre as duas maiores potências mundiais no estratégico mercado de semicondutores.
Fonte: DCD
