A Polícia Civil de Santa Catarina deflagrou na quarta-feira (17) uma operação contra um esquema financeiro envolvendo criptomoedas que resultou na subtração ilegal de R$ 9 milhões dos caixas de uma empresa estabelecida na região sul do país. A ação foi conduzida pela Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) em apoio à Delegacia de Combate a Estelionatos da Capital.
As equipes policiais confiscaram US$ 72 mil que estavam sob posse dos alvos da operação. O investigador Eduardo Graebin explicou os trabalhos periciais realizados para acessar os fundos armazenados em carteiras digitais protegidas por palavras secretas. Esta investida representou o maior volume financeiro recolhido em carteiras de autocustódia pelas forças de segurança catarinenses.
A corretora de bitcoin Foxbit auxiliou na guarda dos valores apreendidos. Os procedimentos de quebra de senhas demandaram alto nível de preparo técnico para extrair o capital guardado pelos infratores. O perito Graebin informou que os agentes importaram os códigos de dez carteiras de criptomoedas distintas para acessar o dinheiro vinculado ao crime corporativo.
Após obter a chave de liberação do patrimônio oculto, as autoridades executaram dezessete transações financeiras nos sistemas de registros computacionais. Inúmeras ordens de câmbio de moedas antecederam as remessas finais para uma estrutura sob os cuidados do Grupo Foxbit. Representantes da corretora auxiliaram no processo para depositar as frações retiradas da quadrilha em um cofre seguro.
O apoio operacional da empresa evitou perdas processuais e garantiu o congelamento para um repasse futuro em favor das vítimas. Além do suporte no bloqueio do montante, a corporação de estado contou com a consultoria do especialista Mauricio Pretto, que atua em nome da firma Chainalysis e cedeu painéis de varredura profunda aos agentes investigadores catarinenses.
As ferramentas analíticas batizadas de Wallet Scan e Reactor rastrearam as rotas de todo o saldo espalhado em dezenas de endereços obscuros. Utilitários com este escopo clarejam as trilhas deixadas por criminosos com intenção de esconder dinheiro sujo nos espaços cibernéticos. Líderes do núcleo de inteligência destacaram a forte qualificação das tropas no embate contra quadrilhas em contas blindadas da internet. Esconderijos em criptoativos exigem dos policiais um domínio rigoroso sobre lógicas matemáticas para rastrear e recuperar os valores desviados.
Fonte: Livecoins
