Há cerca de 60.000 anos, pequenos primos humanos extintos chamados Homo floresiensis dividiam a ilha de Flores, na Indonésia, com dragões de Komodo, elefantes anões e ratos gigantes. Por muito tempo, acreditou-se que os Hobbits — apelido carinhoso dado a esses hominídeos de baixa estatura — eram capazes de caçar e esquartejar os elefantes pigmeus, uma façanha impressionante considerando seu tamanho reduzido.
No entanto, uma nova pesquisa conduzida pela antropóloga Elizabeth Veatch, da Universidade de Tübingen, na Alemanha, e seus colegas sugere uma interpretação diferente. Segundo o estudo, os dragões de Komodo eram os verdadeiros predadores dos elefantes anões, enquanto os Hobbits simplesmente apareciam para alimentar-se das sobras deixadas pelos grandes répteis.
A conclusão foi baseada na análise de camadas de sedimento em cavernas onde foram encontrados ossos de hominídeos e elefantes pigmeus juntos. A presença dos restos de elefantes não indicava necessariamente que os Hobbits haviam participado da caça, mas sim que eles aprovechavam os restos deixados pelos dragões.
Se as conclusões de Veatch estiverem corretas, isso pode desafiar várias suposições que os cientistas fizeram sobre o Homo floresiensis e sobre quais espécies de hominídeos foram as primeiras a se aventurar além do continente africano.
Fonte: Ars Technica
