Aclamado como Jogo do Ano em diversas premiações, Clair Obscur: Expedition 33 transformou a Sandfall Interactive, um estúdio independente até então pouco conhecido, em um dos grandes destaques da indústria dos games mundial. O feito, no entanto, não mudou a postura humilde da equipe, que prefere manter o controle criativo em vez de buscar expansão comercial imediata.
Em vez de multiplicar o tamanho do time ou partir para orçamentos bilionários, os responsáveis pelo estúdio francês optaram por um caminho oposto: preservar a essência artística que marcou a estreia. Atualmente, o grupo conta com cerca de 26 colaboradores, número considerado mais do que adequado para a etapa de pré-produção do novo projeto.
O fundador Guillaume Broche, em entrevista ao portal Automaton, revelou que o longo período de desenvolvimento do título anterior deixou a equipe sedenta por novas experiências criativas. Para ele, foram seis anos dedicado ao jogo; Tom e outros membros da equipe trabalharam entre quatro e cinco anos e meio no mesmo projeto. Esse ciclo estendido motivou o desejo coletivo de retomar a chama criativa sem amarras.
"Queremos nos permitir sonhar e criar de novo. Vamos nos permitir ousar um pouco", declarou Broche, evidenciando que a busca agora é pela originalidade, e não pelo atendimento de fórmulas de mercado. O estúdio não demonstra preocupação com a chamada "síndrome do segundo jogo", fenômeno em que produções de seguimento costumam apresentar queda de qualidade.
Para a liderança da empresa, as restrições orçamentárias e de pessoal funcionam como combustível para a inovação. A lógica é simples: diante da impossibilidade de abraçar tudo, sobra espaço para priorizar o que realmente importa. Broche reforçou que essa filosofia está no cerne da identidade do jogo recém-lançado, cuja narrativa curta transmite uma sensação de foco e intencionalidade em cada elemento.
Com a recente injeção de capital obtida pelo título premiado, seria fácil ceder à tentação de contratar em massa. Mas a Sandfall Interactive entende que diluir o time poderia comprometer a coerência artística do próximo lançamento. A decisão representa um posicionamento raro no setor: crescer sem perder a alma.
*Texto traduzido e adaptado do site parceiro JeuxVideo.*
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Fonte: IGN Brasil
