Início Criptomoedas Tribunal Superior nega liberdade a suspeito de aplicar golpe bilionário contra sistema de pagamentos instantâneos
Criptomoedas

Tribunal Superior nega liberdade a suspeito de aplicar golpe bilionário contra sistema de pagamentos instantâneos

Share
Suspeitos movimentaram valores em Pix e depois compraram USDT e bitcoin para tentar ocultar rastros (Foto/Reprodução). — Fonte: Livecoins
Share

O Superior Tribunal de Justiça indeferiu nesta quarta-feira o pedido de soltura de um dos investigados pelo maior ciberataque já registrado contra o sistema de transferências instantâneas. O réu, identificado como Luccas, permanecerá detido no estado de São Paulo enquanto as investigações prosseguem.

O caso envolve uma fraude massiva contra a empresa de tecnologia C&M Software, de onde os criminosos teriam desviado a quantia de 813 milhões de reais. Para ocultar a origem do dinheiro sujo, os suspeitos espalharam os valores por centenas de contas bancárias abertas de forma fraudulenta.

Após a distribuição do dinheiro entre as contas laranjas, o grupo criminoso converteu os reais em moedas digitais como bitcoin e a stablecoin USDT, utilizando diversas redes de blockchain para dificultar o rastreamento. Essa etapa de lavagem de capital ocorreu depois que os valores foram transferidos para quase trezentas contas falsas.

A organização agia com funções bem definidas entre seus membros. Enquanto alguns atuavam como repassadores dos valores roubados, outros gerenciavam os fundos ilícitos em criptomoedas. O ataque principal à provedora de serviços aconteceu em junho de 2025, tendo contado com a participação de um colaborador interno que facilitou o acesso não autorizado aos servidores da vítima.

A magistrada de São Paulo ordenou a prisão preventiva do acusado e de outras vinte pessoas suspeitas de participar do esquema. O mandado de captura foi cumprido no final de outubro com o objetivo de coibir a continuidade das atividades ilegais.

Os defensores tentaram derrubar a prisão argumentando que o prazo para conclusão da investigação estava excessivo. Conforme a defesa, teria havido omissão do poder público após a notificação formal do cidadão investigado. A ministra Maria Marluce Caldas, relatora do processo, avaliou o pedido e descartou a existência de atraso processual, salientando a elevada complexidade da ação penal que apura o furto qualificado e a constituição de quadrilha.

O juízo de primeiro grau dividiu o inquérito em sete ações penais separadas para dinamizar os julgamentos dosacusados, garantindo assim o direito de defesa sem comprometer o andamento das apurações.

Fonte: Livecoins

Share
Artigos relacionados
Criptomoedas

Golpista de 23 anos recebe sentença de 12 anos por aplicar golpe milionário com criptomoedas nos Estados Unidos

Um homem identificado como Ronald Spektor foi sentenciado a doze anos de...

Criptomoedas

Governo federal abre inscrições para capacitação gratuita em rastreamento de criptomoedas voltada ao público geral

O Ministério da Justiça e Segurança Pública disponibilizou nesta quinta-feira uma nova...

Criptomoedas

Fim das plataformas exclusivamente de criptomoedas, afirma executivo da Bybit

O modelo de negócios baseado exclusivamente em ativos digitais está com os...