A Justiça dos Estados Unidos pronunciou-se sobre um conflito de propriedade intelectual entre a gigante X, de Elon Musk, e uma startup que pretendia lançar uma plataforma rival. A empresa jovem, chamada inicialmente de Operation Bluebird, havia começado suas operações sob o nome Twitter.now, mas um juiz federal do Delaware decidiu que ela não pode continuar utilizando essa denominação, dando razão ao X Corp. na questão central da marca registrada.
Contudo, o mesmo tribunal constatou que a X Corp. provavelmente abandonou outras duas marcas relacionadas: a palavra 'tweet' e o icônico logo do pássaro azul que symbolizava a antiga plataforma. Essa decisão abriu caminho para que a startup pudesse explorar esses nomes, levando-a a rebatizar seu site como Tweet.app e iniciar suas operações públicas.
A empresa tem sede no estado da Virgínia e é liderada por dois advogados: Michael Peroff, fundador baseado em Illinois, e Stephen Coates, que anteriormente trabalhou como especialista em marcas registradas na própria Twitter. A trajetória desses profissionais levanta dúvidas sobre as verdadeiras intenções do projeto, que parecem estar mais focadas na aquisição de marcas abandonadas do que no desenvolvimento de um produto genuinamente inovador.
A página inicial da Tweet.app deixa claro seu propósito: resgatar aquilo que Elon Musk descartou quando transformou a antiga 'praça pública' digital em X, descartando, segundo o texto, 'o pássaro ao sair'. A estratégia comercial também chama a atenção: a empresa cobra vinte dólares dos usuários para reservar um nome de perfil na plataforma, receita que provavelmente ajuda a cobrir os elevados custos dos processos judiciais.
Antes mesmo do lançamento oficial, mais de 172 mil pessoas já haviam solicitado um perfil no novo serviço, demonstrando o forte apego que o público ainda mantém pela antiga denominação — justamente o nome que a justiça impediu a startup de utilizar.
O juiz federal Colm F. Connolly emitiu uma decisão dividida sobre o pedido de medida cautelar apresentado pelo X Corp. O magistrado concedeu o bloqueio para oito marcas relacionadas ao Twitter, mas rejeitou o pedido quando se tratava especificamente da palavra 'tweet' e do símbolo do pássaro. Em seu despacho, o juiz afirmou que a Operation Bluebird provavelmente conseguirá provar que a X Corp. descontinuou o uso efetivo dessas duas marcas sem intenção de retomá-las.
O processo deverá prosseguir para determinar se a empresa de Musk ainda mantém direitos sobre as demais marcas do Twitter, considerando que agora opera sob a denominação X na maioria dos contextos. Coates, presidente da startup, comemorou a decisão afirmando que 'tweet' nunca foi uma corporação, mas sim uma pessoa compartilhando algo, e que essa palavra sobreviveu a três anos de tentativas de substituição porque o público simplesmente se recusou a abandoná-la.
Fonte: TechCrunch

