A capital federal sediou entre os dias 2 e 3 de setembro um importante evento que reuniu representantes do Ministério Público de 22 nações ibero-americanas. O encontro aconteceu na sede da Procuradoria-Geral da República e teve como objetivo principal aperfeiçoar os métodos de investigação envolvendo crimes digitais e fraudes relacionadas a moedas virtuais.
Alexandre Senra, que coordena o Grupo de Trabalho específico para Criptoativos junto ao Ministério Público Federal, participou das discussões. Os debates focaram no desenvolvimento de estratégias integradas para combater a corrupção que atravessa fronteiras e na recuperação de valores subtraídos por organizações criminosas de grande complexidade.
A programação do nono encontro da rede de promotores se estendeu até quinta-feira na capital brasileira. Durante o evento, os participantes compartilharam experiências sobre mecanismos de colaboração internacional e técnicas para bloquear ativos virtuais em poder de criminosos.
Anamara Osório, Secretária de Cooperação Internacional do Ministério Público Federal, abriu os trabalhos enfatizando a necessidade de parcerias robustas diante da crescente sofisticação das redes criminosas que operam globalmente. Dados da instituição revelam que o Brasil enviou 442 solicitações de cooperação a outros países apenas em 2025, enquanto recebeu 610 pedidos de autoridades estrangeiras no mesmo período.
Elena Abbati, representante do Escritório das Nações Unidas contra Drogas e Crime no Brasil, destacou a importância dessa colaboração entre os países participantes.
As regiões de fronteira entre as nações foram apontadas como áreas de elevado risco para atividades criminosas. A Subcomissão de Fronteiras do Mercosul esteve presente nas discussões para fortalecer a vigilância nessas zonas sensíveis.
Alexandre Camanho, Coordenador da Câmara de Combate à Corrupção, defendeu a realização de operações policiais coordenadas simultaneamente. O procurador também recomendou o uso conjunto de recursos de inteligência com agências fiscais e forças de segurança.
José Adonis Callou, líder do Grupo Nacional de Apoio ao Enfrentamento ao Crime Organizado, informou que a equipe já atua em casos de fraudes em plataformas de apostas e tráfico de substâncias ilícitas.
Fonte: Livecoins

