A O3 Trade, empresa nacional especializada em negociações diretas de ativos virtuais, oficializou nesta sexta-feira (30) seu pedido de habilitação junto ao Banco Central do Brasil para funcionar como Sociedade Prestadora de Serviços de Ativos Virtuais. A petição foi apresentada dentro do prazo estabelecido para a primeira fase de autorização das empresas abrangidas pelo regime de transição, conforme determina a nova regulamentação do órgão supervisor.
Com esse movimento, a O3 Trade passa a integrar um seleto grupo de companhias que buscam adequação ao marco regulatório brasileiro para serviços com criptoativos, ao lado de nomes como Coinbase, Ripple, Nubank, Mercado Bitcoin e Foxbit, todas com processos semelhantes em andamento ou já anunciados junto à autoridade monetária.
Diferentemente das plataformas de negociação voltadas ao público comum, a O3 Trade concentra suas atividades no segmento corporativo, operando por meio de mesas especializadas que realizam a compra e venda de ativos digitais diretamente com clientes institucionais. A empresa fornece soluções de liquidez para organizações que necessitam de mecanismos para pagamentos e recebimentos internacionais utilizando moedas digitais.
Dados operacionais revelados pela própria companhia indicam que o volume bruto movimentado entre janeiro e outubro de 2026 alcançou aproximadamente 2,2 bilhões de unidades de tether, equivalente a mais de 10 bilhões de reais em transações no período. O atendimento prioriza negociações customizadas, com cotação definida antes da conclusão das operações e suporte contínuo durante todo o processo de liquidação.
A solicitação de autorização representa uma resposta à transformação no perfil de uso dos ativos digitais no ambiente empresarial. O crescimento da adoção de stablecoins tem impulsionado a demanda por infraestrutura de liquidez e transferência internacional de recursos. A regulamentação constitui um pilar essencial para a maturação desse setor, oferecendo maior segurança jurídica, transparência e credibilidade ao mercado, declarou Vitor Lobo, fundador da O3 Trade.
O requerimento surge em um momento de profunda reestruturação do mercado brasileiro de criptoativos. As Resoluções do Banco Central números 519, 520 e 521, divulgadas em novembro de 2025, definiram novos parâmetros para autorização, constituição e operação das prestadoras de serviços de ativos virtuais, estabelecendo ainda diretrizes para operações com ativos digitais nos mercados de câmbio e capitais internacionais.
As novas normas impõem requisitos específicos às empresas que atuam na intermediação, negociação e custódia de criptoativos, incluindo padrões de capital mínimo, estruturas de governança, gerenciamento de riscos e mecanismos de combate à lavagem de dinheiro. Contudo, a apresentação do pedido não garante a concessão automática da licença, sendo necessária a análise e deliberação final do Banco Central.
Para 2027, a O3 Trade projeta ampliar sua atuação no mercado corporativo nacional, concentrando esforços no desenvolvimento de soluções de liquidez e no atendimento a empresas que incorporam ativos digitais em suas rotinas financeiras. A perspectiva da organização é que o amadurecimento regulatório incentive maior participação empresarial no setor, impulsionado pela crescente utilização de moedas estáveis em operações comerciais e financeiras.
acreditamos que 2027 marcará um ponto de inflexão na consolidação do mercado de ativos virtuais no Brasil. Com um cenário regulatório mais definido, espera-se que mais organizações passem a considerar essa infraestrutura em seus processos operacionais. Nossa ambição é estar pronta para atender essa demanda emergente, aliando eficiência operacional, capacidade de liquidez e conformidade regulatória, afirmou Enzo Cobucci, Diretor Comercial da O3 Trade.
Fonte: Livecoins