A Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos anunciou no último fim de semana que encerraria um esforço de mais de vinte anos para desenvolver métodos de monitoramento da poluição do ar proveniente de grandes fazendas de criação de animais. Com isso, a agência efetivaente encerra suas tentativas intermitentes de regular essas instalações potencialmente poluentes sob a Lei do Ar Limpo.
O anúncio ocorreu poucos dias antes das eleições de meio de mandato e foi caracterizado pelo órgão como uma esperada trégua para os agricultores, um eleitorado historicamente importante para o atual governo republicano. A decisão foi vista como uma concessão política significativa ao setor agropecuário.
Quando dezenas de milhares de animais são confinados em um único local, a poluição proveniente de seus dejetos é liberada pelas torres de ventilação ou emana de enormes lagoas de efluentes líquidos. Essas instalações de pecuária emitem partículas finas, amônia, óxidos de nitrogênio, dióxido de enxofre e compostos orgânicos voláteis, todos contribuindo para uma mistura tóxica no ar.
Pesquisas demonstraram que as emissões dessas operações representam uma das principais causas da poluição atmosférica no país, sendo responsáveis por quase 12.700 mortes anuais nos Estados Unidos.
Fonte: Ars Technica