A empresa de infraestrutura digital AirTrunk anunciou uma parceria estratégica com a deep tech Emergence Quantum (EQ) para explorar a implementação de sistemas de resfriamento criogênico em seus data centers. O memorando de entendimento firmado entre as companhias tem como objetivo unir expertise em computação criogênica, engenharia térmica, tecnologias quânticas e arquitetura de centros de dados, buscando demonstrar as oportunidades de desempenho proporcionadas por essa abordagem inovadora.
Segundo os especialistas envolvidos, o resfriamento em temperaturas extremamente baixas pode melhorar significativamente a velocidade e a eficiência energética dos processadores de silício atuais. A tecnologia também é considerada fundamental para sistemas de computação futuristas, incluindo os computadores quânticos. A colaboração está inserida no plano mais amplo da AirTrunk de construir infraestrutura de data center preparada para a era quântica.
Jose Castaneda, vice-presidente de inovação e inteligência da AirTrunk, declarou que a parceria representa um exemplo de como os centros de dados podem atuar como catalisadores de inovação tecnológica nas comunidades. A empresa australiana, fundada em 2018, opera e desenvolve campuses de data centers em diversas localidades da região Ásia-Pacífico, incluindo Sydney e Melbourne na Austrália, Cingapura, Hong Kong, Johor na Malásia, Tóquio e Osaka no Japão.
Do lado da Emergence Quantum, o professor David Reilly, fundador e diretor executivo, lembrou que há décadas se sabe que computadores funcionam de forma mais rápida e eficiente em ambientes frios, porém os desafios e custos do resfriamento limitaram essa abordagem a aplicações especializadas. Reilly afirmou que a escala dos data centers modernos e o tamanho reduzido dos transistores atuais mudam esse cenário, marcando a chegada da era da computação criogênica. A empresa foi fundada no ano passado por acadêmicos da Universidade de Sydney.
O professor Thomas Ohki, co-fundador e diretor de tecnologia da Emergence Quantum, completou que os data centers criogênicos representam uma realidade inevitável, já que essa tecnologia será necessária para chips de silício de alta velocidade, lógica supercondutora e, eventualmente, computação quântica. Pesquisas recentes também demonstram que chips CMOS submetidos a temperaturas muito baixas com uso de nitrogênio líquido podem apresentar desempenho e eficiência energética superiores.
Fonte: DCD