A Apple anunciou uma mudança controversa em seu recurso de privacidade que permite a usuários pagantes ocultar seus endereços de e-mail reais ao criar contas em aplicativos e sites. A alteração pode facilitar que plataformas identifiquem e bloqueiem cadastros anônimos.
O recurso Hide My Email, disponível para assinantes do serviço iCloud+, gera endereços de e-mail anônimos sob o domínio @icloud.com, que encaminham mensagens para a caixa de entrada do usuário real. A eficácia desses endereços gerados anonimamente reside no fato de serem indistinguíveis dos usuários regulares da Apple, cujos e-mails também utilizam o domínio @icloud.com.
Em uma nota enviada a desenvolvedores nesta segunda-feira, a empresa revelou que nas próximas semanas moverá os endereços de e-mail gerados anonimamente para o domínio @private.icloud.com. Essa mudança tornará mais fácil para aplicativos e sites identificarem que um endereço de e-mail é privado e bloquear o cadastro de usuários. A Apple garantiu que os endereços existentes continuarão funcionando e encaminhanto mensagens sem interrupção.
A empresa também afirmou que provedores de aplicativos e serviços de e-mail deverão atualizar seus sistemas de filtragem para garantir que as mensagens destinadas a clientes que dependem do recurso continuem sendo entregues.
Diversos usuários da Apple expressaram críticas à mudança nas redes sociais, argumentando que a alteração tornará mais difícil utilizar o serviço. A Apple não respondeu aos pedidos de comentário do TechCrunch sobre a mudança nem explicou os motivos da decisão.
No início deste ano, o TechCrunch noticiou que a Apple revelou informações reais de uma conta de usuário que gerou um endereço de e-mail anônimo usando o Hide My Email para enviar uma mensagem supostamente ameaçadora à namorada do diretor do FBI, Kash Patel. A administração Trump tem feito esforços no último ano para identificar contas anônimas, incluindo as de críticos do presidente, usando intimações para exigir que empresas de tecnologia forneçam informações sobre seus usuários.
Fonte: TechCrunch
