O governo da Califórnia e a empresa Paramount Skydance chegaram a um acordo que possibilita a conclusão da megap fusão com a Warner Bros. Discovery, avaliada em impressionantes 111 bilhões de dólares. O acordo, cuja divulgação oficial estava prevista para esta terça-feira, provocou indignação imediata entre políticos Democratas e organizações de defesa da concorrência no setor de mídia.
Lina Khan, que dirigiu a Comissão Federal de Comércio durante o mandato do presidente Joe Biden, manifestou forte oposição ao entendimento. Em declaração publicada ontem, Khan afirmou que a fusão entre Paramount e Warner Bros. parece ser "evidentemente ilegal", e que a ação judicial movida pelo governo estadual possui fundamentos sólidos. "É preocupante saber que os estados podem agora aceitar remédios comportamentais, permitindo que o negócio avance mediante várias promessas das empresas", completou a ex-presidenta da agência reguladora.
Khan enfatizou ainda que medidas comportamentais frequentemente falham em prevenir danos concorrenciais, e que os riscos são especialmente elevados neste caso. "Uma democracia robusta depende de mercados abertos para o jornalismo de qualidade e a expressão criativa", pontuou.
Após noticias sobre conversas avançadas de acordo circularem durante o fim de semana, a agência de noticias Bloomberg revelou que a Paramount alcançou um entendimento não apenas com a Califórnia, mas também com outros estados que haviam ingressado com ações judiciais para impedir a operação. Segundo pessoas familiarizadas com o assunto citadas pela publicação, quatro estados que inicialmente se opuseram aos termos do acordo acabaram cedendo após negociações intensas com as autoridades californianas.
Fonte: Ars Technica