A montadora americana Slate realizou uma mudança significativa na configuração de batteries de sua caminhonete elétrica. O modelo, apresentado em abril de dois mil e vinte e cinco com uma proposta de caminhonete minimalista e econômica, inicialmente previra o uso de batteries de niquel-manganes-cobalto fabricadas pela sul-coreana SK On. A empresa, contudo, abandonou esse plano e optou por uma tecnologia diferente para o veículo que promete revolucionar o mercado de veículos elétricos acessíveis.
A caminhonete elétrica da Slate agora utilizará uma única bateria de fosfato de ferro-lítio, conhecida pela sigla LFP, produzida pelo fabricante chino Gotion em sua fábrica localizada na cidade de Manteno, no estado de Illinois. Com capacidade de sessenta e cinco quilowatts-hora, essa bateria projeta uma autonomia de duzentos e cinco milhas, representando um aumento expressivo em relação à estimativa inicial de cento e cinquenta milhas oferecida pelo pacote menor original.
A decisão de mudar a tecnologia da bateria trouxe vantagens logísticas e econômicas para a empresa. A fábrica da Gotion em Illinois fica a apenas cento e quarenta e quatro quilômetros da fábrica da Slate em Warsaw, Indiana, contrastando fortemente com os mais de mil e cem quilômetros que separavam a instalação planejada da SK On em Commerce, Geórgia. Essa proximidade reduz substancialmente os custos de transporte e simplifica a cadeia de suprimentos do veículo.
A química do LFP utiliza ferro e fosfato em vez dos metais mais caros como niquel, manganes e cobalto presentes nas batteries NMC. Essa mudança permite um custo de produção significativamente menor, auxiliando a Slate a manter seu preço inicial anunciado de vinte e quatro mil e novecentos e cinquenta dólares, acrescido de uma taxa de destino de mil e quatrocentos e cinquenta dólares. Além disso, batteries LFP suportam carregamentos frequentes até cem por cento sem degradação acelerada, uma vantagem prática para veículos com autonomia mais limitada.
O novo projeto também trouxe algumas limitações. A versão de autonomia estendida de duzentas e quarenta milhas foi descontinuada, uma vez que o pacote de sessenta e cinco quilowatts-hora ocupa todo o espaço disponível sob o chassi do veículo. A potência do motor também foi reduzida de duzentos e um para cento e oitenta e um cavalos-vapor, embora a empresa ainda prometa uma aceleração de zero a cem quilômetros por hora em oito segundos. A garantia para o conjunto de bateria e trem de força é de dez anos ou cento e dez mil milhas.