Uma empresa de segurança digital revelou nesta terça-feira que um atacante conseguiu assumir o controle de uma sessão ativa de um assistente de programação baseado em inteligência artificial em um provedor não identificado de software como serviço.
De acordo com os pesquisadores, antes de espalhar o malware pelos repositórios, o assistente indicou um software que havia sido previamente contaminado pelo atacante, e essa recomendação foi aceita pelos desenvolvedores. O código malicioso conseguiu se propagar por aproximadamente 100 repositórios internos de código-fonte.
O malware, identificado como Shai-Hulud, tinha como objetivo principal roubar segredos armazenados nos repositórios, incluindo chaves de acesso e informações sensíveis, além do próprio código-fonte dos projetos. A empresa de segurança Mandiant está conduzindo a investigação sobre o incidente.
Este caso evidencia as vulnerabilidades existentes na integração de ferramentas de inteligência artificial nos ambientes de desenvolvimento de software, bem como os riscos de confiar cegamente nas recomendações feitas por sistemas automatizados sem a devida verificação.
Fonte: The Hacker News