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Delegado é acusado de fotografar presos nus com celular após cobrir câmera corporal

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Fonte: Ars Technica
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Um caso de grande repercussão veio à tona no condado de Bucks, na Pensilvânia, envolvendo um delegado que teria abusado da própria posição para obter imagens degradantes de detidos sob sua custódia. A denúncia, encaminhada em 31 de março de 2026 ao Ministério Público local, partiu justamente do escritório do xerife, instituição à qual o suspeito pertencia.

De acordo com as investigações, Ryan Gaffney, delegado do escritório do xerife, utilizou seu telefone pessoal para capturar fotografias de presos encontrados sem roupa durante o exercício da função. As imagens, segundo a acusação, foram posteriormente compartilhadas com diversas funcionárias civis que trabalhavam na mesma repartição.

O episódio mais grave relatado ocorreu na manhã de 30 de janeiro de 2026, quando cinco delegados uniformizados foram chamados para atender um homem que passava por uma crise de saúde mental em sua residência. No momento da abordagem, o indivíduo estava completamente nu da cintura para baixo e foi convencido pelos agentes a vestir uma calça. Foi nessa cena, conforme apontam as investigações, que Gaffney teria aproveitado para cobrir sua câmera corporal e realizar as fotografias com o aparelho pessoal.

Apesar da tentativa de ocultar a conduta, outras câmeras corporais em uso no local registraram a ação suspeita, o que fundamentou a denúncia formal. O caso levanta questões sérias sobre o uso indevido de dispositivos de gravação por agentes públicos e o tratamento dispensado a pessoas vulneráveis sob custódia estatal.

Fonte: Ars Technica

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