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Ex-alunos de Stanford criam dispositivo vestível para monitorar hormônios femininos com investimento de R$ 60 milhões

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Image Credits:Clair Health — Fonte: TechCrunch
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duas graduadas da Universidade de Stanford estão transformando a forma como as mulheres acompanham sua saúde hormonal. Jenny Duan e Abhinav Agarwal fundaram a Clair Health, uma startup que desenvolve um dispositivo vestível não invasivo capaz de rastrear marcadores de inflamação, níveis de energia e fases do ciclo menstrual.

A empresa conseguiu levantar 11,6 milhões de dólares em uma rodada de investimento liderada pela Khosla Ventures, com participação de diversos fundos de venture capital e investidores-anjo, incluindo Anne Wojcicki e Stephanie Coleman. O capital será utilizado para acelerar o desenvolvimento do produto e expandir as parcerias com instituições de dados kesehatan.

A inovação principal da Clair Health está na utilização de inteligência artificial para analisar biomarcadores vocais. Por meio de uma entrevista inicial por voz, o sistema consegue identificar a fase do ciclo menstrual da usuária após apenas alguns minutos de conversa. "O problema atual é que os aplicativos de saúde foram projetados para sintomas específicos, ignorando a diversidade de experiências femininas. Nossa tecnologia permite que as mulheres expressem seus problemas de forma natural", explicou Duan.

O dispositivo conta com dez biosensores, incluindo um biomarcador magnético inovador capaz de medir níveis hormonais em tempo real. Enquanto smartwatches tradicionais utilizam apenas giroscópios, sensores ópticos e de temperatura, a Clair Health promete uma abordagem muito mais completa para a saúde feminina.

A startup também visa auxiliar mulheres na menopausa e perimenopausa, permitindo que compartilhem dados detalhados com seus médicos. Atualmente, o dispositivo está em fase de testes com um grupo seleto de usuárias e a previsão de lançamento é novembro deste ano, com preço de 369 dólares mais uma assinatura mensal de 9,99 dólares.

A empresa firmou parcerias com bancos de dados que possuem acesso a milhões de registros médicos eletrônicos, permitindo desenvolver análises para condições como endometriose, transtorno disfórico pré-menstrual e perimenopausa.

Fonte: TechCrunch

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