Em 19 de abril de 1989, a televisão japonesa exibiu um capítulo que marcaria para sempre a história dos animes. O episódio de número cinco de Dragon Ball Z apresentou aos espectadores uma cena impensável para a época: a morte definitiva de Son Goku, o protagonista absoluto da franquia.
A história narrada naquele momento mostrava Goku e Piccolo lado a lado na batalha contra Raditz, o primogênito do Sayajin. Diante da superioridade do invasor, os dois warriors compreenderam que a única forma de vencer seria através de uma estratégia desesperada. Goku envolveu Raditz num abraço mortal enquanto Picorro preparava seu ataque mais devastador, o Makankosappo.
O sacrifício funcionou, porém com um preço devastador: ambos os combatentes perderam a vida no processo. Para uma audiência que havia acompanhando Goku desde os primeiros episódios de Dragon Ball, a constatação de sua morte genuína causou um impacto emocional sem precedentes. Milhares de crianças e adolescentes ao redor do mundo simply não conseguiam aceitar que o herói não retornaria.
A sequência seguinte trouxe algum alívio aos desalentados admiradores. Apenas quatro dias após o fatídico episódio, a narrativa revelou que Goku havia chegado ao Além, onde continuava seu interminável treinamento sob a orientação de Kami-sama. Lá, conheceu as misteriosas regras que governam a existência e a morte naquele universo fictício.
Com o passar dos anos, o choque daquela época tornou-se quase cômico, considerando que diversos personagens vieram a morrer e ressuscitar múltiplas vezes. As lendárias Esferas do Dragão, artefatos que concedem desejos e dão nome à série, transformaram-se no recurso narrativo responsável por reverter mortes e restaurar personagens favoritos dos fãs.
Fonte: IGN Brasil

