A agência espacial norte-americana decidiu colaborar com a Relativity Space para uma ambiciosa missão ao planeta vermelho. O orbitador, batizado de Aeolus, será transportado pela empresa de Eric Schmidt, que adquiriu a companhia espacial no início de 2025. O lançamento está programado para algum momento de 2028.
A missão representa uma continuação dos estudos atmosféricos realizados por outras espaçonaves, como a Mars Reconnaissance Orbiter, a Mars Odyssey e a MAVEN, esta última recentemente declarada inativa após seis meses sem comunicação. O Aeolus foi desenvolvido para expandir esse conhecimento, oferecendo dados nunca antes coletados de forma integrada.
O orbitador carregará quatro instrumentos científicos complementares. O primeiro é o Doppler Wind and Temperature Sounder, responsável por medir perfis de vento e temperatura. O segundo instrumento, o Thermal Limb Sounder, fornecerá perfis verticais de temperatura, além de observações de partículas de poeira e nuvens de gelo de água. O terceiro equipamento, o Surface Radiometric Sensor Package, analisará o equilíbrio energético da superfície e as propriedades de nuvens e poeira. Por fim, a Wide-Field Context Camera capturará imagens globais da atividade atmosférica marciana todos os dias.
Todos esses instrumentos serão projetados e construídos por cientistas do Centro de Pesquisa Ames da NASA, localizado no Vale do Silício, na Califórnia. A agência explicou que entender melhor a poeira, os ventos, as temperaturas e o comportamento atmosférico sazonal de Marte pode reduzir significativamente os riscos de futuros pousos no planeta, sejam eles com tripulação ou não.
A missão também servirá como prova de conceito para o programa de ciências interplanetárias da Relativity Space. Até o momento, a empresa ainda não forneceu detalhes técnicos sobre a espaçonave e o foguete que serão utilizados na missão, tampouco comprovou sua capacidade de cumprir projetos de grande porte como este.
Eric Schmidt confirmou alguns meses após a aquisição, feita em março de 2025, que obteve participação majoritária na Relativity Space com o objetivo de estabelecer centros de dados em órbita.
