A Oracle rejeitou nesta terça-feira os relatórios que indicavam que as negociações para um acordo bilionário com a Microsoft teriam terminado devido a preocupações com segurança e conformidade. A empresa afirmou que as alegações publicadas pelo Business Insider são completamente inexactas.
De acordo com a matéria original, a Microsoft teria discutido com a Oracle a possibilidade de alugar capacidade de computação avaliada em mais de três bilhões de dólares. Contudo, segundo o Business Insider, as conversas teriam avançado até que a Oracle não disposesse do framework de segurança necessário para lidar com dados do governo norte-americano.
O programa FedRAMP (Federal Risk and Authorization Management Program) garante que os serviços de nuvem sejam seguros o suficiente para processar informações governamentais dos Estados Unidos. Fontes ouvidas pela publicação afirmaram que a Oracle não estaria disposta a implementar esse framework, o que teria sido descrito por um executivo não identificado da empresa como um "enorme esforço de engenharia".
Em resposta enviada por e-mail à Reuters, a Oracle esclareceu: "Os detalhes mencionados no artigo são imprecisos. A Microsoft é parceira e cliente da OCI. Temos uma parceria extremamente colaborativa e produtiva, onde frequentemente discutimos formas de expandir nosso trabalho conjunto." A Microsoft optou por não comentar o caso.
Ainda neste ano, a Microsoft fechou acordo para alugar 700 megawatts de capacidade de data center do campus da Crusoe em Abilene, no Texas, anteriormente destinado à Oracle e à OpenAI. Durante a chamada de resultados do terceiro trimestre do ano fiscal de 2026, realizada em abril, o executivo-chefe Satya Nadella revelou que os planos de expansão de capacidade da empresa permanecem "no caminho certo para dobrar nossa pegada total em apenas dois anos".
No mesmo trimestre, a empresa disponibilizou um gigawatt de capacidade. A Oracle também publicou recentemente seus resultados do quarto trimestre e do ano fiscal completo de 2026, destacando que fechou contratos de infraestrutura de inteligência artificial no valor de 67 bilhões de dólares no período, principalmente na modalidade bring-your-own-hardware ou pré-paga. A empresa colocou em operação 1,2 gigawatt de capacidade ao longo de todo o ano fiscal de 2026, com expectativa de um gigawatt adicional no primeiro trimestre de 2027.
Fonte: DCD
