O sistema SynthID, desenvolvido pelo Google, conseguiu identificar com sucesso uma imagem manipulada que circulou nas redes sociais, representando um marco importante para a tecnologia de combate a deepfakes. A fotografia fake mostrava o senator Mitch McConnell, de Kentucky, deitado em uma cama de hospital, coberto por tubos e com expressões de extremo desconforto.
A imagem se espalhou rapidamente pelo Reddit e pela plataforma X, gerando grande repercussão. No entanto, na quarta-feira seguinte, o tradicional site de verificação de fatos Snopes revelou que a foto era uma fabricação digital. Ao analisar o arquivo, os verificadores constataram a presença da marca d'água do SynthID, tecnologia criada pelo Google especificamente para identificar imagens geradas por inteligência artificial.
Este episódio representa uma vitória significativa para as ferramentas de proteção contra manipulação digital. Desde que o senator McConnell foi hospitalizado após uma emergência no dia 14 de junho, sua condição de saúde tem sido alvo de intensa especulação. A ausência pública do político alimentou rumores sobre uma possível deterioração de sua saúde, o que tornou a imagem falsa ainda mais convincente para muitos usuários.
Lançado durante a conferência Google I/O em 2025, o SynthID funciona como uma assinatura imperceptível aos olhos humanos, mas detectável por algoritmos especializados. Por ser incorporada diretamente no arquivo de imagem, a marca d'água permanece mesmo quando a foto é capturada e compartilhada em diferentes plataformas, como aconteceu com o caso McConnell.
A principal limitação do sistema é que sua eficácia depende da adesão voluntária das ferramentas de geração de imagens. Os modelos Gemini já incluem a tecnologia desde seu lançamento em 2025. A OpenAI aderiu ao programa em maio de 2026, como parte de esforços maiores para combater a criação maliciosa de imagens. A Anthropic, no entanto, não participa da iniciativa.
Para verificar se uma imagem contém a marca d'água, os usuários podem utilizar um modelo Gemini ou enviar o arquivo para a ferramenta pública de verificação de imagens da OpenAI.
Fonte: TechCrunch
